Intercâmbio
Cultural
Duas parcerias, uma com a França
e outra com a Holanda, marcam o ano de 2004.
Este mês, nos dias 21 e 22, três
alunos da Escola de Dança apresentam
na cidade de La Rochelle, na França,
a coreografia Ser Alado. Isso só
foi possível por causa de um intercâmbio
cultural entre o Governo da Bahia, através
da Secretaria da Cultura e Turismo e da
Fundação Cultural do Estado,
Departamento Charente Maritime e Aliança
Francesa de Salvador. Fabiana Almeida, Josilene
Santos e Anderson Rodrigo, alunos do Curso
de Educação Profissional de
Nível Técnico selecionados
em audição, e a professora
e coreógrafa Sônia Gonçalves
já viajaram e estão participando
de aulas, workshops e mostras coreográficas
em solo francês. O intercâmbio
com a Holanda faz parte de um projeto entre
o Its International Theaterschool Festival
de Amsterdã, a Escola de Dança
da Fundação Cultural do Estado
e o Programa de Pós-Graduação
em Artes Cênicas da Universidade Federal
da Bahia e tem como objetivo a troca de
experiências através da vinda
a Salvador dos coreógrafos e bailarinos
Diane Elshout e Frank Händeler, além
de cinco estudantes de diversas academias
de dança da Holanda. Desse grande
encontro, foram criadas as coreografias
Youmefication e Earthlinks-Life Wants to
Live, apresentadas mês passado em
Salvador, no Espaço Xisto Bahia.
Da Escola de Dança foram selecionados
cinco alunos para temporada na Holanda:
Adelena Rios Leite, Joedson Ferreira, Márcio
Rodrigues, Osmar Estevam de Jesus Junior
e Sheyla Cabral. Eles viajam em julho, acompanhados
da professora Roquidélia Santos,
e vão participar Its International
Theaterschool Festival.
Escola - A Escola de Dança da Fundação
Cultural funciona em um antigo casarão
de três andares na Rua da Oração,
1, no Pelourinho, Centro Histórico
de Salvador. “Durante muitos anos
o espaço foi ocupado por uma fábrica
de macarrão e hoje é uma fábrica
de dançarinos”, brinca Simone
Gusmão, que há oito anos assumiu
a direção da Escola. Além
das salas de aulas, o velho casarão
abriga ainda o Espaço Céu,
local onde artistas que não têm
acesso a casas de espetáculos podem
apresentar seus trabalhos através
do projeto Sexta Cênica, e o Núcleo
de Pesquisa Folclórica Emília
Biancardi, que tem em seu acervo instrumentos
musicais, livros e CDs. Todo o material
foi doado e está à disposição
não só dos alunos, mas também
da comunidade. Quem responde pela coordenação
do Núcleo de Pesquisa é a
professora e coreógrafa Rita Rodrigues.
A Escola de Dança da Fundação
Cultural é um referencial na vida
de muitos dos seus alunos. Maria da Conceição
do Amor Divino, 23 anos, sempre gostou de
dança. Há nove começou
a fazer aulas, mas só há dois
anos está na Escola da Fundação
Cultural, onde é aluna do Curso de
Educação Profissional de Nível
Técnico. Ela diz que o projeto de
profissionalização é
muito bacana e o nível das aulas
excelente. Segundo Maria da Conceição,
foi a partir do curso que está fazendo
que descobriu o prazer de criar coreografias.
A Escola de Dança da Fundação
Cultural influenciou a jovem de maneira
bem determinante: “ Quero daqui pra
frente aplicar a dança em algum projeto
social, valorizar a arte-educação”
, diz Maria da Conceição.
A Escola adota três famosos métodos
de ensino: para o Balé Clássico,
do Curso Preparatório, segue os passos
da Royal Academy de Londres. Com as crianças
adotou o sistema desenvolvido por Isadora
Duncan e com os adultos o de Marta Graham.
“A orientação da Escola
hoje é formar alunos multifuncionais,
aptos para atuar em um mundo cada vez mais
diversificado. O profissional hoje não
pode ser só bailarino ou coreógrafo.
Ele precisa ter conhecimento também
de outras áreas para melhor se posicionar
no mercado de trabalho e por isso temos
a preocupação de oferecer
professores cada vez mais qualificados”,
arremata a diretora Simone Gusmão.
Maiores informações sobre
as atividades da Escola de Dança
da Fundação Cultural do Estado
da Bahia podem ser obtidas no telefone (71)
322- 5350.
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