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Um povo que perde seu lastro
cultural perde o sentido da existência.
Somos riquíssimos culturalmente,
um mosaico de influências ibérica,
negra, indígena. O que a gente pode
fazer por esse Brasil? A gente pode tentar
impedir que o matem culturalmente.
[...]
O cordel é uma força cultural
valiosíssima que eu defendo não
por bom-mocismo, mas porque nos enriquece
sobremaneira. O folheto é um espaço
literário que o povo brasileiro conquistou
para se expressar. É um canal de
liberdade, sem imposições
nem exploração de fora ou
decima. Quero a minha arte sempre assim,
em consonância com essa força
popular.
Ariano Suassuna (Trechos de entrevista)
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