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16/07/2019 08:00

#CinemaÉnaFunceb - Ciclo “3 vezes François Truffaut” lembra arte do pioneiro da Nouvelle Vague

Fahrenheit 451
Fahrenheit 451 (Foto: Divulgação)

Um dos principais nomes do movimento de renovação da cinematografia francesa do século passado, a Nouvelle Vague; François Truffaut é lembrado em ciclo na Sala Walter da Silveira, que reúne três dos seus filmes menos badalados: “A Noiva Estava de Preto”, “Fahrenheit 451”  e “De Repente num Domingo”. Com sessões gratuitas sempre às 15h, entre 18 e 24 de julho (com exceção do dia 21/07), o evento conta com o apoio da Cinemateca da Embaixada da França no Rio de Janeiro e da MPLC.

Sobre o cineasta

Em quase 25 anos de carreira como diretor, Truffaut dirigiu 26 filmes, conseguindo conciliar um grande sucesso de público e de crítica na maior parte deles. Os temas principais de sua obra foram as mulheres, a paixão pela cinema e a infância. Além da direção cinematográfica, ele foi também roteirista, produtor e ator.

Nascido na capital francesa em 6 de fevereiro de 1932, François era filho de Roland Lévy e Jeanine de Montferrand. O garoto jamais conheceu o pai biológico e foi criado pelos avós maternos - já que a mãe o rejeitara. O avô era um homem rígido, enquanto a avó despertou no menino a paixão pela literatura e música.

Com sete anos, François viu o primeiro filme no cinema, “Paradis perdu”, de Abel Gance. Dali em diante, interessou-se assiduamente pela sétima arte. Aos 10 anos, François perdeu a avó e foi morar com a mãe, que estava casada com Roland Truffaut, um arquiteto católico. Este acabou registrando o garoto com o seu sobrenome. Foi o período mais difícil da infância de Truffaut.

Rechaçado tanto pelo pai adotivo quanto pela mãe, seu espírito rebelde transformou-o em um mau aluno na escola e o induziu a cometer alguns atos de delinquência, como pequenos furtos. Esta fase de convívio com os pais inspiraria futuramente na construção de seu primeiro longa-metragem cinematográfico, o autobiográfico “Os Incompreendidos”.

A Noiva Estava de Preto (Foto: Divulgação)
A Noiva Estava de Preto (Foto: Divulgação)

Serviço:
Mostra “3 vezes François Truffaut”
Quando: 18 a 24 de julho (exceto dia 21/07), sempre às 15h
Onde: Sala Walter da Silveira – Rua General Labatut, nº 27 – subsolo da Biblioteca Pública dos Barris. Fone: 3116-8124 
Apoio: Cinemateca da Embaixada da França no Rio de Janeiro
Sessões gratuitas

Confira a programação:

 18 e 24/07
A Noiva Estava de Preto (La Mariée était en noir, França, 1968) – Exibição digital
Direção: François Truffaut
Elenco:  Jeanne Moreau, Michael Lonsdale e Charles Denner
Duração: 107 minutos.
Classificação: 14 anos.
Sinopse - O marido de Julie Kohler (Jeanne Moreau) é assassinado em seus braços, nos degraus da igreja logo, após o casamento. A viúva sai à procura dos responsáveis pelo disparo, com um determinado desejo de vingança. Ao encontrar os cinco culpados do crime, ela começa um jogo de sedução e perseguição para matá-los.

19 e 23/07
Fahrenheit 451 (França, 1966) – Exibição em DVD
Direção: François Truffaut
Elenco: Oskar Werner, Julie Christie e Cyril Cusack.
Duração: 112 minutos.
Classificação: 14 anos.
Sinopse - Em um Estado totalitário em um futuro próximo, os "bombeiros" têm como função principal queimar qualquer tipo de material impresso, pois foi convencionado que a literatura é um propagador da infelicidade. Mas Montag (Oskar Werner), um bombeiro, começa a questionar tal linha de raciocínio quando vê uma mulher preferir ser queimada com sua vasta biblioteca ao invés de permanecer viva.

20 e 22/07
De Repente num Domingo (Vivement Dimanche! França, 1983) – Exibição digital
Direção: François Truffaut
Elenco: Fanny Ardant, Jean-Louis Trintignant e Jean-Pierre Kalfon.
Duração: 110 minutos.
Classificação: 14 anos
Sinopse - Em Paris, Julien Vercel (Jean-Louis Trintignant) trabalha como agente imobiliário. Apesar da atividade enfadonha, sua vida sofre uma mudança brusca quando Claude Massoulier é assassinado com um tiro de espingarda. Acontece que a vítima era amante de Marie-Christine Vercel (Caroline Sihol), a mulher de Julien, e quando ela é também morta ele se torna o principal suspeito das duas mortes. Ironicamente Barbara Becker (Fanny Ardant), que era sua secretária e tinha sido despedida, passa a ser a única pessoa que realmente crê na inocência de Julien. Enquanto o mantém escondido, ela investiga o caso por conta própria e acaba se deparando com situações bem surpreendentes.
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