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16/01/2018 15:20

Planejamento Estratégico 2018 da Funceb foi tema de debate na Sala Walter da Silveira

palestrantesA manhã desta terça-feira (16) foi de reflexão acerca da cultura, políticas públicas e perspectivas para o futuro durante o debate “Cultura: Cenários e Perspectivas de futuro”, que reuniu os colaboradores da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb/SecultBA) e suas respectivas instâncias na Sala Walter da Silveira, nos Barris.

A Diretora-geral da Funceb, Renata Dias, destacou que “é importante trazer pessoas de fora que possam abordar outras perspectivas. Quando trazemos olhares diferentes, isso faz com que saiamos um pouco do nosso lugar e deixemos de falar para espelhos. A ideia desse planejamento estratégico é fazer com que o casamento entre política pública e sujeitos seja algo alinhado e não dissonante”.

No debate foram discutidas e pensadas novas conjunturas para a cultura nos próximos anos. A ocasião contou com a presença da professora da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), Carla Ramos, Mestra em Antropologia e Sociologia e doutoranda de Estudos Africanos e da Diáspora Africana na Universidade do Texas. Carla iniciou o debate destacando que “há um avanço de uma hegemonia de forma de expressão no mundo conservadora e extremamente violenta”.

público“A base do nosso mundo moderno é racial, ela é dividida por gênero e marcada por uma determinada sexualidade”, completou Carla, que ainda relatou algumas experiências e contrastes em dar aula no interior do Pará, e morar no estado mais racista dos EUA, Texas, em Austin, onde faz o doutorado.

Ao lado de Carla, o professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Doutor e Mestre em Serviço Social, Edgilson Tavares, falou sobre os desafios para as políticas públicas de cultura na Bahia. “O desafio da Funceb é saber lidar com os diferentes interesses, orquestrando esses interesses sem perder de vista as políticas públicas da cultura”, disse.

O professor ainda destacou um paradoxo que afronta as pastas da cultura, educação e assistência social em momentos de crise: o “desenvolvimento” da cultura versus diminuição de recursos. “Friso o ‘desenvolvimento’ entre aspas porque não podemos pensar a cultura apenas como turismo. A cultura é um direito e para pensar em políticas públicas, devemos contar com a institucionalidade, gramáticas e recursos”.

publicoApós as discussões, os presentes puderam expor suas reflexões sobre o tema e fazer perguntas aos professores. O coordenador de Teatro, Wanderley Meira, disse que “precisamos pensar de uma maneira diferente de formação de público, dialogar com a sociedade no sentido de construir um vínculo”. Já a Diretora das Artes, Lia Silveira, falou sobre o genocídio da juventude negra: “a gente tem que pensa em como blindar isso, como a gente pode se aproximar dessas pessoas, porque assim a violência deixará de existir no cotidiano”.

O bate-papo foi mediado peça cantora e atriz, Denise Correia, que aproveitou a ocasião para cantar à capela. No final, os professores integrantes da mesa receberam da Funceb um kit cultural com CD’s, DVD’s e livros.

Fotos: Tomaz Neto
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