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05/03/2018 17:30

#MêsDoTeatro - "Amaranta - a atriz que vai e vem" é um dos selecionados para compor o Kit Difusão de Teatro

Espetáculo
Amaranta - A Atriz que Vai e Vem (Foto: Tiago Henrique)

Amaranta - A Atriz que Vai e Vem (Foto: Tiago Henrique)
Amaranta - A Atriz que Vai e Vem (Foto: Tiago Henrique)
O Dia Mundial do Teatro é celebrado em 27 de março. Pensando em homenagear esta arte que durante milênios levou rituais, história, entretenimento, visões de mundo e críticas à população, a Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb/SecultBa) homenageia os espetáculos contemplados para compor o Kit Difusão de Teatro da Bahia. O projeto, de autoria da Funceb, selecionou 30 espetáculo de diversas temáticas e formatos para formar o catálogo digital que visa a difusão do teatro baiano.

Um dos contemplados foi o espetáculo Amaranta - a atriz que vai e vem, que conta a história de uma atriz que atravessa gerações e acompanha as mudanças numa arte com mais de 2.500 anos e ao mesmo tempo uma arte tão efêmera. A personagem reinventa momentos históricos e brinca com situações inerentes à sua função.

Amaranta é encenada pela Trup Errante, e foi premiada como melhor Ator para Rafael Moraes e 2º melhor espetáculo no Festival de Teatro Wellington Monteclaro em Juazeiro-BA, em 2016. O espetáculo atinge públicos variados, contando a história do teatro através da percepção feminina, “Amaranta - a atriz que vai e vem” traz uma homenagem que fala por todas as mulheres/atrizes que foram proibidas de fazer teatro.“A peça transborda seus sentidos ao falar de morte, escolhas e feminismo, criando outros espaços de empatia com a platéia”, conta Rafael Moraes.

“Cada apresentação é única. A peça é um jogo, na encenação criamos espaços de afeto com a platéia, e essa relação se dá ali na hora, então jogamos com os afetos que o público nos dá, é uma relação intima, de olho no olho. Jogamos também com as possibilidades dos espaços onde apresentamos, então essa troca entre a platéia e a forma como nos organizamos nesses vários espaços onde apresentamos, é a experiência que de fato fica no nosso corpo, e vira sentido, memória”, revela Rafael.

Histórico – Amaranta é fruto de um processo colaborativo que  tinha como foco a  elaboração do trabalho de conclusão de curso de um dos componentes da Trup, Thom Galiano, que cursou Direção Teatral na UBFA orientado pelo professor Dr. Érico José em 2011. Teve como primeira inspiração localizar as "vozes" das atrizes ao longo da história  no Teatro Ocidental, mas como por séculos as mulheres foram impedidas de brincar de Teatro, a busca os direcionaram sobre os próprios dilemas, criando um trânsito entre momentos históricos e suas próprias visão de mundo. Assim Amaranta ganhou esse nome em homenagem ao livro "Cem Anos de Solidão" de Gabriel Garcia Marques, que apresenta uma personagem homônima, que engana a morte enquanto costura de dia sua mortalha e desfaz o trabalho a noite para ter mais tempo. A Amaranta é uma atriz que por conta dos empecilhos encontrados atravessa 2.500 anos de histórias.

Kit Difusão de Teatro – Já em sua 3ª edição, o Kit Difusão de Teatro selecionou 30 espetáculos que foram apresentados entre 2014 e 2017 que ainda estão em atividade, em cartaz, ou no repertório dos artistas e grupos. O Kit é composto por um catálogo digital trilíngue (português, inglês e espanhol) com sinopse, informações técnicas, contatos e imagens dos espetáculos teatrais produzidos no estado, e que será disponibilizado no site da Funceb e entregue em um pendrive contendo todo o catálogo e os vídeos na íntegra.
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