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12/04/2018 13:39

Funceb marca presença no II Fórum Negro de Artes Cênicas e I Mostra Itinerante de Cinema Negro

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

Neste mês, a Fundação Cultural do Estado/SecultBA, apoia eventos culturais em diferentes linguagens, tendo como pauta a arte negra.  Um deles é o II Fórum Negro de Artes Cênicas (FNAC), uma realização da Escola de Teatro da UFBA e do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas (PPGAC-UFBA). O Fórum teve abertura na manhã desta quarta-feira (11) e segue até o dia 14 de abril (Salvador), em parceria do PPGDança, Escola de Dança (UFBA), IHAC e apoio da PROEXT, PROAE.

Em sua I edição, o Fórum Negro das Artes Cênicas convidou estudiosos e especialistas brasileiros e internacionais de diversas áreas que, em suas trajetórias, tenham implementado ações e/ou propuseram iniciativas e contribuições relevantes ao debate sobre a presença de referenciais africanos e afrodiaspóricos no contexto do ensino superior no Brasil.  Uma aposta para esta edição é a vinda de delegações estudantis de outras escolas de arte do interior da Bahia, do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal, no sentido de contemplar as diferentes visões sobre a Negritude e a Arte na universidade.

Outro evento que conta com apoio da Fundação Cultural é a I Mostra Itinerante de Cinema Negro - Mahomed Bamba, que vai movimentar a Sala Walter da Silveira, nos Barris, e outros espaços culturais de Salvador. Na programação de exibições, mais de 35 obras em longas e curtas-metragens, realizadas entre 2015 e 2017 e produzidas por cineastas negra(o)s do Brasil e de países africanos de língua portuguesa, como Guiné-Bissau, Moçambique, Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Guiné Equatorial.

Na abertura de ambos eventos, a diretora geral da Funceb, Renata Dias, falou da importância da parceria com a sociedade civil no fomento e desenvolvimento das Artes.

“A Fundação Cultural tem a missão de desenvolver as artes em suas variadas linguagens e tenho a convicção de que isso não pode estar dissociado destas discussões. Se a sociedade nos pauta para que as artes se desenvolvam de maneira plena, equânime e criativa, se rever estes conceitos é uma demanda da sociedade, então o poder público precisa estar do lado, junto e, obviamente, fomentando estas discussões. Estamos aqui mais uma vez cumprindo uma missão muito importante para a sociedade e, como gestora pública – que atua onde há ausências – se há invisibilidade a respeito destas cenas, atores e protagonistas, temos que discutir”, disse a diretora geral.

(Foto: Jamile Menezes)
(Foto: Jamile Menezes)
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