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13/06/2018 16:50

#CatálogoDeDança – Espetáculo “Salão” é composto unicamente por homens gays e aborda preconceitos e microviolências

dança
Foto: Davi Celuque

O espetáculo de dança “Salão”, mais um contemplado pelo Catálogo de Dança da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb/SecultBA), é o primeiro espetáculo da cia de dança da Casa 4, e que repensa o jeito tradicional de dançar a dois. No ano passado, em apenas cinco apresentações, o grupo conseguiu um público de quase 500 pessoas, esgotando uma das sessões no Teatro Vila Velha.

Uma vez que o coletivo é composto unicamente por homens gays, o grupo traz a tona uma reflexão sobre suas experiências com as danças de salão, abordando não só os preconceitos e as microviolências que sofrem neste universo, mas também a "fechação e o babado que é dançar a dois, a três, de quatro”, comenta um dos integrantes do grupo, Guilherme Fraga.

salãoDesta forma, este espetáculo explora as relações construídas pela dança de salão nos seus corpos: corpos viados, afeminados, fechativos, brutos, sensíveis e mais um bocado de coisa. “Em cena, a proposta é não se limitar a binarismos como condutor-conduzido ativo-passivo e masculino-feminino, que acabam por reforçar os estereótipos de gênero, excluindo outras possibilidades de dançar a dois”, conta Guilherme.

“É incrível imaginar na quantidade de coisas que já conseguimos alcançar com este espetáculo em tão pouco tempo. Isso nos motiva a seguir com o trabalho, pensando em novas ações para atingir novos públicos. Uma vez que nossa pesquisa coreográfica se desdobrou em diversas práticas, confirmamos sua importância e necessidade” destaca o integrante a companhia.

O grupo, inclusive, realizou duas Oficinas de Dança de Salão LGBT; apresentou fragmentos do espetáculo em diversos eventos e cidade; e chegou a participar de um videoclipe com o Dj alemão Allie, em uma parceria com o Goethe Institut.

“Compor o Catálogo de Dança da Bahia é muito importante para nós do Casa 4 por dar visibilidade e confirmar a seriedade do nosso trabalho. Trata-se de um projeto desenvolvido de forma independente e que só aconteceu devido ao empenho da equipe envolvida, dos amigos parceiros e dos espaços que colaboraram com a gente. Desta forma, estar no Catálogo permite que nosso trabalho ganhe novos rumos, atinja novos públicos e possa seguir disseminando respeito à diversidade e amor” reforça Guilherme.


Foto: Anna Fadul
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