Notícias

18/01/2019 10:50

#CinemaÉnaFunceb - Circuito Luiz Orlando de Exibição leva cinema para 85 municípios do interior do Estado

salvador
Lançamento do Circuito Luiz Orlando (João Valadares)

Coordenado pela Diretoria de Audiovisual da Funceb (DIMAS/Funceb), o Circuito Luiz Orlando de Exibição Audiovisual é uma iniciativa de apoio a pontos alternativos de exibição de filmes na capital e no interior do estado da Bahia. A ação pretende difundir a produção baiana no segmento, ampliar o acesso e estimular reflexões e diálogos em torno de temas relevantes da agenda contemporânea a partir da perspectiva audiovisual.

O projeto foi batizado em homenagem ao grande ativista social e cineclubista Luiz Orlando. O baiano de Salvador tornou-se uma das principais referências na história do cineclube do Brasil graças a sua militância incansável na difusão das grandes obras do cinema. Ele percorreu comunidades negras, cidades do interior do Brasil e metrópoles do mundo inteiro, exibindo filmes e vídeos-documentários que revelavam a história e a cultura da população negra da África e Diáspora.

Dentre as ações, estão a ampliação do parque exibidor com adequação dos Espaços Culturais para salas de cinema; a circulação de filmes nacionais (curtas, médias e longas metragens) e conteúdos audiovisuais diversos; e a formação de profissionais e de agentes de educação e cultura. Além disso, o Circuito faz a distribuição do acervo de materiais produzidos através do Fundo de Cultura do Estado da Bahia e a elaboração de um suporte pedagógico com conteúdo de apoio aos exibidores e educadores.

rodelas
Exibição em Rodelas

Primeiro ciclo - O Circuito foi lançado durante o Novembro das Artes Negras da Funceb no Colégio Estadual Luís Viana em 28 de novembro de 2018. Neste dia, foi dada a largada do 1º ciclo de exibições, que acontecerá em 85 Escolas Culturais distribuídas nos 27 Territórios de Identidade. O primeiro ciclo seguirá até o início de fevereiro. Até agora já aconteceram 14 exibições. Vale ressaltar que em 2019 serão realizados 10 ciclos de exibição.

As mostras acontecem em Pontos Alternativos de Exibição Audiovisual, que são espaços como pontos de cultura, Escolas Culturais e instituições diversas que são e/ou poderão ser utilizados para atividades com potencial cineclubistas, possibilitando que a linguagem audiovisual do cinema consiga alcançar ainda mais lugares e pessoas.

O filme escolhido para esta primeira etapa foi o longa-metragem 1798: Revolta dos Búzios, de autoria do cineasta Antonio Olavo, que fala sobre o levante dos negros baianos que marcou a luta pela independência, pelo fim da escravidão, e por igualdade racial e social.

Foi a primeira manifestação libertária em que o povo teve protagonismo, refletindo, significativamente, nas conquistas após a sua eclosão, em 1798. A Bahia celebra, durante todo o mês de agosto, esse marco da luta popular no país.

barreirasExibições - Um dos destaques deste primeiro ciclo foi a exibição em Barreiras, que recebeu mais de 20 pessoas no Centro Cultural Rivelino Silva de Carvalho – Casa da Cultura. O evento começou com apresentação da cantora local Andressa Nunes, seguida da exibição do filme de Antonio Olavo.

Na ocasião, o professor convidado, Edson Carvalho, destacou a importância da exibição de filmes como material pedagógico em sua contribuição para o debate. Já o historiador e cineasta Reizinho falou sobre o trabalho de Olavo seguido de um momento aberto a perguntas do público através de discussões entre os presentes.

Em Ichu, o Colégio Estadual Luiz Júlio Carneiro recebeu mais de 30 participantes para a exibição. Na avaliação da Coordenadora Cultural Nadjane Estrela: “o evento foi positivo, com participação de estudantes, representantes de grupos culturais e funcionários do município, se constituindo como uma ação diferenciada para os estudantes, resultando em grandes benefícios para a educação e pelo fomento dado a nossa cultura”.

Já na opinião do estudante Fernando dos Santos, um dos espectadores do filme, “foi positivo, pois eu descobri que a Revolta dos Búzios foi no Brasil, na Bahia, e eles conseguiram se libertar. Na parte negativa, acho que os povos não têm aproveitado atualmente essa cultura para se libertar”, finaliza o estudante.
Recomendar esta notícia via e-mail:

Campos com (*) são obrigatórios.