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21/02/2019 08:00

#PrêmioPierreVerger - Experimentação Fotográfica está na pauta das categorias de premiação

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O Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger, instituído pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb/SecultBa) desde 2002, vai premiar três fotógrafos, um em cada categoria, com o valor de R$ 30.000,00. O concurso vai ressaltar os trabalhos fotográficos que tenham se destacado no cenário nacional. 

A cada dois anos, a Funceb lança o edital. Nesta 7ª edição, houve o acrescimento da categoria “Representação e Ancestralidade”, que junto com as categorias ensaio fotográfico Documental e ensaio de Inovação e Experimentação (este instituído na última edição), compõe o edital 2019.

Além dos três premiados nas categorias, serão selecionados ainda 12 ensaios fotográficos, sendo 4 em cada uma das categorias, que juntamente com os premiados, participarão de uma Exposição Coletiva e do Catálogo do Prêmio 2019.

Inovação e Experimentação – O conceito de fotografia experimental, expandida, manipulada, criativa, híbrida, precária, dentre outras denominações, está centrado na experiência do fazer e nos procedimentos utilizados pelo artista.

Para fotógrafo que a produz, por exemplo, é fundamental conhecer todo o procedimento que dá luz à fotografia e, justamente por isso, não se prendem às possibilidades oferecidas pela câmera fotográfica tradicional.

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Última edição – Na última edição do Prêmio, em 2017, o fotógrafo Gilvan Caldas de Sá Barreto Filho venceu a categoria Trabalhos de Inovação e Experimentação com a obra “Postcards From Brazil”, que expõe o mapeamento inédito das belezas naturais que serviram de cenário para crimes da ditadura militar, revelando assim o lado oculto dos postais brasileiros.

A obra reúne informações levantadas pela Comissão Nacional da Verdade. Os recortes das imagens representam o número de vítimas fatais em cada paisagem. O mapeamento completo conta com 30 postais, frente e verso, que trazem uma reflexão sobre raízes e signos ocultos na paisagem brasileira.

História - No final da década de 40 e o início da de 60, os fotógrafos passaram a fazer registros mais oníricos, inaugurando a abstração e questionando o limite entre fotografia e artes visuais. A partir daí, se passou a investigar possíveis enquadramentos, a harmonia geométrica entre os objetos em cena e jogos de luz e sombra.

Com o golpe militar de 1964, o experimentalismo perdeu a força por quase 20 anos, com exceção de trabalhos isolados como o de Carlos Zilio e Boris Kossoy, que respectivamente ironizam o milagre econômico brasileiro e a falta de liberdade de expressão. 

Veio o fim da ditadura, e a produção fotográfica passou a abordar questões subjetivas e universais. Exemplo disso estão os nomes de José Oiticica Filho, Rosângela Rennó, Lenora de Barros, Thomaz Farkas, German Lorca, dentre outros.

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Inscrições - As inscrições da sétima edição do Prêmio são gratuitas e o edital estará aberto entre os dias 22 de março e 30 de maio de 2019. As inscrições serão realizadas por meio postal, via SEDEX ou serviço similar de entrega, com Aviso de Recebimento. Os ensaios fotográficos devem ser inéditos, e não podem ter sido premiados no Brasil ou no exterior. Confira mais informações no edital!

Fotos: Gilvan Caldas de Sá Barreto Filho (Postcards From Brazil)


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