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11/03/2019 16:50

Dimas muda sede para o Pelourinho. Objetivo é preservação do acervo e melhor atendimento ao público

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A Fundação Cultural do Estado da Bahia anuncia mudanças no setor de Audiovisual. A Diretoria de Audiovisual (DIMAS) passa, agora, a funcionar no Pelourinho, próximo aos demais equipamentos institucionais da Funceb, como a Escola de Dança, o Centro de Formação em Artes e até mesmo a sede administrativa. Ainda sem data de inauguração, mas para não prejudicar o cidadão, o funcionamento da DIMAS já está em vigor, porém com alguns serviços restritos. A nova sede fica localizada na Rua do Tijolo, nº 15, no Pelourinho.  

Do subsolo da Biblioteca Pública do Estado (Barris), a mudança ocorre, principalmente, para atender à demanda de preservação e melhoria na salvaguarda do acervo da Cinemateca da Bahia, antes intitulada Núcleo de Memória da Dimas. O acervo é composto de coleções de películas, DVD’s e suportes variados de filmes.

A Cinemateca está sendo implantada na nova sede para preservação e difusão do audiovisual baiano. “Objetiva ampliar o acesso ao público, transformar num espaço não somente para guarda, para onde possa haver pesquisa, encontros e seminários. É o que chamamos de preservação ativa. Estamos agora no processo de organizar, catalogar e tratar essas imagens”, conta Simone da Invenção, coordenadora da Cinemateca.

A Cinemateca da Bahia será lançada no evento de Open House da Dimas, que vai celebrar a abertura oficial da casa nova no dia 3 de abril.

A memória do cinema baiano que se encontra sob a guarda da Diretoria de Audiovisual é o foco prioritário da gestão, iniciada em 2018. No ano passado foram realizadas revisão e atualização processos, catalogação e arrolamento de materiais, digitalização de cartazes, catalogação de livros, atualização do acervo de DVD’s, películas e disponibilização de informações das coleções em página do site da Dimas.

“A nova sede tem melhores condições físicas em termos de espaço, acondicionamento e adequação para a organização e catalogação contínua do material, houve assim uma significativa melhoria na possibilidade de pesquisadores, estudantes e agentes do campo audiovisual de acessarem todos os materiais do acervo”, explica a diretora de Audiovisual da Funceb, Daniela Fernandes.

A diretora ainda avalia que a mudança do espaço vai gerar impacto no atendimento à população na medida em que mais salas estão disponíveis para todos os setores, com adequadas condições de trabalho. “A aproximação com a sede da Funceb também nos possibilita uma tramitação mais ágil com relação ao acompanhamento de processos e encaminhamentos administrativos”, complementa Daniela Fernandes.

A diretora-geral da Funceb, Renata Dias, também avalia a mudança como positiva: “estimular e qualificar o acesso da comunidade e sociedade baiana à política pública e bens culturais vem sendo uma dimensão prioritária para esta gestão”.

A nova sede foi cedida pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), “a articulação com o Ipac se deu no sentido de estimular as engrenagens de economia criativa no Centro Histórico de Salvador”, ressaltou Renata Dias.


As salas Walter da Silveira, Alexandre Robatto, Café da Walter e Sala Multiuso; além da Galeria Pierre Verger, atualmente administrada pela Coordenação de Artes Visuais da Funceb, permanecem em funcionamento nos Barris.

Memória e melhora de serviços à população

Outros serviços que serão melhor aproveitados pela população graças à mudança de sede são o da Bahia Film Commission e os do Núcleo de Apoio à Produção (NAP), que ganharam salas próprias e ampliação dos espaços para atendimento das produções audiovisuais e guarda do material de empréstimo, respectivamente.

Com a mudança, a Fundação Cultural, responsável pelas políticas públicas do Audiovisual na Bahia, reforça a guarda adequada das películas viabiliza uma futura ampliação de acervo, além de possibilitar o visionamento (examinar o filme do ponto de vista técnico), a consulta a conteúdos audiovisuais, e a possibilidade de criar, inclusive, um espaço livre para leitura, com todo o acervo de livros cinematográficos disponíveis para a população.

“Agora, com o novo espaço, estamos nos propondo a novos desafios como ampliar o quantitativo de filmes baianos do acervo e iniciar a digitalização do acervo de fitas”, revela Daniela Fernandes.
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