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07/05/2019 08:30

#GrafiasEletrônicas - Nívia Maria e Nanda Leturiondo apostam no edital como incentivo para corpos invisibilizados na cena literária

cTextos, vozes, rostos e movimentos marcam o projeto Grafias Eletrônicas, uma realização da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) em parceria com o Instituto de Radiodifusão (Irdeb). O projeto selecionou 20 artistas da palavra que irão afirmar sua poesia de corpo presente!

“Não trata apenas de divulgar o texto poético, mas de colocar artistas da palavra mostrando nossos corpos e nossas vozes”, disse a feirense, residente em Salvador, Nívia Maria, uma das selecionadas, sobre a importância de participar da segunda edição do Grafias Eletrônicas.

Poeta, contista, letrista e declamadora, Nívia Maria Vasconcellos já teve sua letra “Não se engane” gravada pela cantora Zélia Duncan e Gabriel Póvoas, e aposta no projeto para enriquecer sua trajetória pessoal e profissional. “O Grafias colabora com a legitimação de nossa identidade social enquanto artistas e, consequentemente, chancela nossa obra”, ressalta. 

Nívia sabe que as palavras têm o poder de denunciar, comunicar e encantar sendo o mais instigante para a artista. A artista prefere a surpresa dos significados diversos que seu texto “Escarificações” pode causar ao público. “O que eu posso dizer é que compus refletindo sobre a própria palavra, no mais, o poema irá afetar cada leitor/ouvinte de forma particular”, joga com o potencial do poema.

cOs movimentos do corpo e os imprevistos dos cursos também são potenciais instantes de poesia na escrita da educadora e artista visual de Salvador, Nanda Leturiondo. Memória afetiva e reencontros marcam seu texto “Banho de Chuva”. “É um pequeno fragmento de uma narrativa autobiográfica. Um instante da vida que não quer passar”, conta.

Para Nanda o mercado editorial é um campo difícil, sobretudo para corpos femininos. Nesse sentido, a artista lê o Grafias como um incentivo para corpos invisibilizados. “Além de ser este espaço de incentivo e divulgação para produções com pouca visibilidade, é uma possibilidade de intercâmbio com outros pares. Um potencializador do nosso fazer”, afirma.

A educadora, que também atua no grupo de contadoras de histórias Canastra Real, ainda considera que a cultura tem passado por períodos difíceis e que o projeto é uma estratégia de fortalecimento. “É relevante em todos os aspectos, mais do que nunca precisamos saber onde estamos, o que queremos e o que podemos fazer juntos”, apontou Nanda.

Fotos: Arquivo Pessoal
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