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10/05/2019 15:33

Escola de Dança da Funceb deu início à celebração dos 35 anos com apresentações artísticas e bate-papo na quinta-feira (9)

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A dança, música e memória se fizeram presentes durante a abertura da comemoração dos 35 anos da Escola de Dança da Funceb. Na quinta-feira (9), a programação de aniversário da instituição foi intensa, mas os festejos comemorativos seguem até o final do ano com atividades formativas, apresentações artísticas, aulas abetas, bates-papos e mais.

Logo pela manhã houve aula aberta de Danças Populares no foyer da Escola de Dança. Em seguida, a coreografia “Ilhas”, do professor Matheus Ambrozi, foi apresentada pelos alunos do Curso Profissional da Escola. A programação matutina fechou com um bate-papo pra lá de especial, com a coreógrafa, professora de dança e uma das fundadoras da Escola de Dança da Funceb, Lucia Mascarenhas.

“É uma vitória comemorar 35 anos da Escola de Dança, uma das poucas escolas públicas voltadas à dança no país e que sempre foi resistência. A Escola surgiu pra preencher a lacuna de pessoas que se interessavam pela dança de qualidade e não tinham como pagar. A Escola sempre funcionou pelo amor das pessoas de dança que desejam que a arte não pare”, contou Lucia Mascarenhas.

O professor de Dança da Funceb, Matheus Ambrozi, também é fruto da Escola e destacou a importância da instituição para a sua vida profissional: “a Escola de Dança da Funceb fez o verdadeiro papel escolar pra mim. Penso em todos os processos pedagógicos que vivenciei aqui dentro, todos professores que me fizeram fruto deles. A Escola de Dança tem verdadeira importância e integral responsabilidade em formar o profissional que sou hoje”.

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Memória

À tarde, foram os alunos do Curso Preparatório que deram um verdadeiro show no foyer e na Sala 1 da Escola de Dança. Houve apresentação de “Ilhas” de Matheus Ambrozi, “Maré Revolta” do professor Clênio Magalhães” e “Maré Águas de Mim” do professor Márcio Fidelis.

O aluno do Curso Preparatório, Raillan Santana, destacou que “a Escola de Dança da Funceb é tudo pra mim. É aqui onde me encontro, onde percebo a minha arte, onde busco meus sonhos”.

Após as apresentações, teve início um bate-papo sobre a Escola de Dança com a participação da diretora geral da Funceb, Renata Dias; do diretor do Centro de Formação em Artes da Funceb, Jacson do Espírito Santo; e da primeira diretora da Escola de Dança da Funceb, Ângela Dantas.

“Em 2004 inauguramos o primeiro Núcleo de Extensão no Nordeste de Amaralina, em 2017 foram inaugurados os Núcleos de Engenho Velho de Brotas e Lauro de Freitas, e em 2018, o Núcleo de Luís Eduardo Magalhães, a 800 quilômetros de Salvador. A Escola de Dança é uma célula de nasce no TCA, dança na cidade de Salvador, no Estado da Bahia e vai para o mundo”, contou Jacson do Espírito Santo.

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A diretora geral da Funceb, Renata Dias, contou que todas às vezes que chega à Escola de Dança é recebida por profissionais e familiares de usuários dos serviços que contam como a dança afetou suas vidas. “São histórias de como a arte mudou o pensamento dos mais diversos conjuntos familiares a partir do encontro com a dança”, relatou.

Durante o bate-papo, os alunos do Curso Preparatório ouviram da primeira diretora da Escola de Dança como a Escola surgiu em 1984, até chegar ao Pelourinho em 1997. “Era uma vez um espaço público que não era ocupado pelo povo, e aí eu recebi um telefone de Lia Robatto me convidando a escrever um projeto para gente ocupar o espaço com o povo”, brincou Ângela Dantas.

Com projeto aceito pela Secretária de Cultura, Ângela reuniu profissionais como Lúcia Mascarenhas, o memorável Mestre King e a professora de Balé Clássico Pamela Richardson. “Reunimos uma equipe com os melhores professores da Bahia daquele período. No primeiro momento tínhamos uma turma com 35 alunos que passeavam em diversas modalidades. Da capoeira ao balé, eles fizeram a primeira mostra com apenas 2 meses de curso”, contou.  

Na gestão de Ângela, a Escola participou da primeira Caminhada Axé e com um ano de funcionamento, a Escola já tinha mais de mil alunos matriculados. De volta a Escola, a primeira diretora festeja que o projeto deu fruto e se manteve como um lugar de referências. “Eu agradeço muito a todos que colaboraram, sobretudo aos alunos que acreditaram e fazem até hoje este projeto acontecer”, festejou Ângela.

Fotos: Amanda Moreno
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