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30/05/2019 08:00

#GruposResidentes2019 - Cia de Dança Afro Inaomilê conta histórias africanas através do corpo

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Foto: Ravena Maia

Quando se dança, o corpo conta histórias contidas na sensibilidade e energia dos movimentos. Com vistas no exercício e aprimoramento desta técnica, o projeto Grupos Residentes 2019, ação da Fundação Cultural do Estado da Bahia através da Escola de Dança, disponibilizou salas de ensaios de julho à dezembro deste ano para 12 grupos de dança. Dentre eles, o Cia de Dança Afro Inaomilê, que sob a direção de Mirian Cunha, narra a história da dança afro.

A partir dos elementos primordiais para a cultura Yorubá: Iná (fogo), omin (água) e ilê (terra), a companhia ganha seu nome, Inaomilê. A junção resulta em uma palavra que também representa as energias do sol, da lua e da terra. “A missão do Balé Afro Inaomilé é elevar o nível espiritual da sociedade através da arte da dança”, explica Mirian.

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Foto: Ravena Maia

Em toda sua trajetória, a companhia expôs espetáculos que tratam da vivência africana e da diáspora negra pelo mundo, como também histórias de coragem e empoderamento. Além de já ter participado de eventos ecumênicos e casamentos em que o tema era africano. O início das atividades do grupo se deu em 2004 e por ele já passaram cerca de 30 bailarinos.  

Alguns bailarinos e bailarinas já passaram pela companhia, como os professores de Dança Márcia Andrade (formada pela Universidade Federal da Bahia) e Paulo Côrtes, formado pelo Curso Profissional da Funceb. Atualmente, o grupo conta com nove bailarinos.

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Espetáculo - Com a direção artística e coreográfica de Mirian, “Agueomom”, um dos espetáculos do grupo, conta sobre a criação da terra, dos homens e mulheres africanas com o desenrolar de suas histórias, emoções, vivências e crenças no olhar e contar em cada geração. O espetáculo esteve no palco da Casa 14, no Pelourinho, durante janeiro e fevereiro deste ano.

“Este ano pretendemos fazer uma segunda edição do espetáculo Agueomom”, anseia a diretora. Além disso, o grupo pretende desenvolver pesquisas coreográficas intercambistas com países africanos. “Estamos em preparação para levar esse espetáculo à África e fazer também pesquisas sobre a dança em algumas comunidades de países africanos”, relata Miriam Cunha.

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Fotos: Divulgação
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