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31/05/2019 14:37

Estudantes de audiovisual visitam acervo da Cinemateca da Bahia

40 estudantes visitama Cinemateca da Dimas
40 estudantes da Universidade Jorge Amado visitam a Cinemateca

Em funcionamento desde abril, a Cinemateca da Bahia, administrada pela Diretoria de Audiovisual, da Fundação Cultural da Bahia (Dimas/Funceb), já começa a estimular e atrair atenção para a importância da preservação e difusão da memória cinematográfica baiana e brasileira. Prova disso é a recente visita de uma turma do curso de Cinema e Audiovisual, da Universidade Jorge Amado (Unijorge).

No mês passado, sob a coordenação do professor Marcos Pierry, cerca de 40 estudantes estiveram nas instalações da Dimas para conhecer a Cinemateca. A iniciativa fez parte de uma atividade transversal desenvolvida pelo professor no âmbito da disciplina de Cinema Baiano.

“Meu objetivo era abordar com os alunos a respeito dos pioneiros do cinema baiano. Por isso, primeiro nós refizemos alguns planos de filmes baianos como ‘Um dia na Rampa’, de Luiz Paulino dos Santos; depois fizemos visitação a algumas salas de exibição antigas e, por fim, concluímos nossa atividade na Dimas, tendo acesso ao grande acervo de obras da Cinemateca da Bahia”, explica Pierry.

Estudantes conhecem equipamentos antigos com Roque Araujo
Estudantes conhecem equipamentos antigos com Roque Araujo

Conscientização

Os alunos foram recepcionados pela Diretora da DIMAS, Daniela Fernandes, e pelo subgerente da unidade, o cineasta Roque Araujo, que guiaram a visita e forneceram informações importantes sobre a Cinemateca e seu espaço, além do técnico em preservação Armando Júnior, que explicou como é feito o restauro e a conservação das obras pela Cinemateca.

Para Plínio Gomes, aluno do segundo semestre de Cinema, a velocidade dos avanços tecnológicos cria a sensação de que tudo acontece rápido demais, inclusive o acesso às informações. Segundo ele, a memória é um fator fundamental para quem está entrando no mundo do cinema agora, pois mesmo que as obras estejam disponíveis na internet, conhecê-las, de forma mais profunda, é a grande chave.

“A Cinemateca não é um lugar onde somente se guarda as coisas do passado, mas o lugar onde se podem ter trocas de experiências, saborear e entender como se deu a formação do cinema baiano e ter referências para a formação da nossa consciência cinematográfica. História e experiência juntas, que dialogam e nos norteiam”, afirma o estudante.

Ao fim da visita, Plínio conclui: “A experiência de conhecer o espaço foi bastante enriquecedora; desde o saber tranquilo e bem explicado do cineasta Roque Araújo sobre a moviola ou a grua, ao sentimento de pertencimento de causa dele, por tudo que aqui está, o que nos levou a pensar: como é bom termos vivido para conhecer e ouvir este homem”.

Visite à Cinemateca saiba mais informações pelo site

“A atenção de todos nas explicações ou respostas a questionamentos, inclusive de Daniela quanto à Cinemateca”, continua Plínio, “nos encheu de orgulho em saber que a nossa memória está sendo bem cuidada e preservada; além também de falar de continuidade do fomento à arte em nível estadual, em momentos de tantas incertezas no cenário nacional. Eu devo voltar em breve, pois sinto que muito ainda tem a ser dito e ensinado neste lugar”.

A Cinemateca da Bahia está aberta à visitação (Rua do Tijolo, nº 15 - Centro Histórico) e os interessados podem fazer o agendamento prévio através do site www.dimas.ba.gov.br
(Fotos: Plínio Gomes)
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