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17/06/2019 09:32

#GruposResidentes2019 - Coletivo Noix põe em destaque corpos invisibilizados através da união do audiovisual e a dança

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Projetos em que as pessoas são vistas e reconhecidas através de suas próprias diferenças têm ganhado cada vez mais destaque no cenário cultural. É assim que o Coletivo Noix, um dos 12 grupos selecionados para os Grupos Residentes 2019, se identifica.

O grupo foi selecionado através de convocatória realizada pela Fundação Cultural do Estado da Bahia, por meio da Escola de Dança, que oferece espaços de ensaios gratuitos, aos sábados e até o final do ano, para que os grupos desenvolvam seus projetos.

Do pronome “Nós”, a grafia foi alterada e recebeu um tom mais coloquial, comum na gíria para falar da galera. O projeto nasceu em 2017, através dos dançarinos Ágatha Simas e Rafael Leal, que está vivendo em São Paulo, mas só se efetivou em 2018 quando o canal no Youtube foi ao ar.

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“Idealizamos a princípio um canal que trouxesse as potencialidades de corpos que são invisibilizados pela mídia, sendo que a intenção não era ser um coletivo. Prefiro dizer que estamos em várias vertentes do meio artístico que seja provedor de artes, buscando sempre uma afirmação identitária em nossas construções”, explica Ágatha.

Sem elencos fixos, o projeto seguiu a partir de convites. Além dos idealizadores, o grupo conta com a colaboração de Luana França, Vanessa Aragão e o Elivan Nascimento, diretor artístico.

No ano passado o grupo participou da convocatória para os Grupo Residentes e promoveu aulões abertos à comunidade. Com outras vertentes, o Coletivo Noix, proporcionou aulas de maquiagem, teatro, audiovisual e fotografia, além de dança. Criaram também o Café Urbano, que dialogou sobre danças urbanas e suas construções na capital.

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“O que queremos é trazer afirmações para corpos não são visibilizados por suas características fenotípicas e culturais”, explica Ágatha. Voltando-se mais para a construção de documentário em dança, a programação seguirá com aulão aberto e com roda de conversas. 

Para a dançarina, voltar com o projeto na Escola de Dança é um fortalecimento e uma possibilidade de ter voz em resposta aos estigmas cotidianos. “Ter o apoio dos Grupos Residentes 2019 nos fortalece, sobretudo pelo difícil acesso a espaços e o pouco recurso que dispomos, e fazer o projeto pela Funceb nos alegra pela qualidade e acesso dado à comunidade”, afirma Ágatha.

Saiba mais do coletivo através da fanpage do grupo no Facebook, veja as produções em audiovisual pelo canal do Youtube e saiba mais etapas do projeto pelo Instagram do grupo.

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