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27/06/2019 14:22

#DoisdeJulho - Bandas Filarmônicas de Santo Amaro e Jeremoabo levarão história, música e cidadania para o Cortejo 2 de Julho

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Foto: Jorge Valverde

Em seus mais particulares contextos, Bandas filarmônicas são responsáveis não só por ensinar a técnica musical, mas a cidadania baseada na história de seu povo. Tais valores são ressaltados próximos a datas marcantes, como a Independência do Brasil na Bahia. No próximo dia 2, 10 Bandas Filarmônicas e 3 Grupos Culturais, selecionados pela Funceb por meio de convocatória, vão se apresentar no Cortejo na capital baiana.

Com quase cinco anos, a Sociedade Filarmônica Ramo de Oliveira foi fundada em 21 de agosto de 2015 em Santo Amaro, a partir de um projeto chamado “Ser Cidadão”, desenvolvido pela Sociedade Espírita Renascer de Oliveira dos Campinhos, a partir do ensino do instrumento flauta doce. O projeto amadureceu e passou a integrar além da parte técnica e artística, discussões sociais que estimulavam nos estudantes aspectos de cidadania. 

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Foto: Jorge Valverde

“Nossa cidade participou das decisões que, heroicamente, declararam D. Pedro o defensor perpétuo do Brasil independente não obedecendo mais ao rei de Portugal”, explica Márcio Freitas, maestro da Ramo de Oliveira . “Participar dos cortejos ao 2 de julho é, assim como os nossos antepassados de 1823, ir lutar em busca de outras conquistas”, acrescenta. 

Ainda em construção na Rua Loteamento Marapé, em Santo Amaro, participam da banda 35 músicos. “Vivenciar um dos mais intensos episódios de luta contra a dominação portuguesa no Brasil é aprender em campo uma das mais valiosas lições de história do Brasil, é preciso ir à luta para se conquistar dias melhores e mais felizes”, inspira Márcio.   

Responsabilidade com história

Com o incentivo da Igreja Católica, a Filarmônica 24 de Junho foi fundada há 124 anos. A sede própria está localizada Praça da Matriz, em Jeremoabo, semiárido baiano conhecido pelas características marcantes de resistência e heroísmo. A filarmônica foi criada sob a batuta do maestro Simplicio Juvino Santana, em 1984, em um período conhecido historicamente pelo coronelismo e grandes rebeliões, como a Guerra de Canudos. 

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Foto: Pedro Son

“A expectativa é um misto de responsabilidade e alegria. Responsabilidade por estar na maior festa cívica da Bahia, junto com outras famosas Filarmônicas e Grupos Culturais da Bahia e alegria por mais uma vez estarmos representando nosso município e mostrando nossos músicos”, conta Terezinha Almeida Lima.

A Filarmônica 24 de Junho, dispõem de uma Escolinha de Música, aberta para a comunidade e que prioriza o público mais carente, além da Banda Musical, que tem ganhado notoriedade na região por belas apresentações.  São 60 crianças participando da Escola de Música, destas, 32 são da Filarmônica e 28 fazem parte da Orquestra Infantil de Flautas.
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