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27/06/2019 15:30

#DoisDeJulho - Funceb traz Grupos Culturais do Recôncavo e Região Metropolitana para o Cortejo 2 de Julho

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Caboclos de Itaparica (Foto: Divulgação)

Todos os anos as tradicionais Bandas Filarmônicas selecionadas pela Funceb via convocatória dão o tom o Cortejo 2 de Julho, levando música e animação para todos que acompanham o desfile que homenageia um dos mais importantes momentos históricos do estado – a Independência do Brasil na Bahia.

Para além da música, o toque cultural da festa quem dá são os Grupos de Manifestação de Cultura Popular, também convocados pela Funceb e oriundos de cidades que participaram da Rota Histórica da Independência, além de Salvador e Região Metropolitana. Neste ano, vão participar do Cortejo os grupos Caboclos de Itaparica, Mãos no Couro (Salvador), e Chegança dos Marujos Fragata Brasileira (Saubara).

Para o Cortejo, os dois últimos grupos vão sair às 7h do Colégio Iceia, e somente o grupo Caboclos de Itaparica terá saída às 8h da Lapinha, todos em direção ao Terreiro de Jesus. À tarde, a previsão de saída dos Grupos Culturais, além das Bandas Filarmônicas, é às 14h, da Rua Chile até o Campo Grande.

Mãos no Couro - Criado em janeiro de 2016 pelo músico e arte-educador, Dainho Xequerê, o grupo é resultado das aulas de percussão ministradas por Xequerê no Arraial do Retiro, em Salvador. No desfile, o grupo vai misturar instrumentos de sopro e atabaques com agogô, no Ngoma Móvel - espécie de plataforma que abriga os atabaques para serem tocados de forma itinerante.

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Mãos no Couro (Foto: Divulgação)

“Vamos reafirmar a cultura afro-indigena-brasileira, ressaltando a importância dos caboclos e caboclas para a independência da Bahia, com cantigas de afirmação do potencial da nossa cultura”, revela Dainho Xequerê.

O figurino fará alusão às vertentes da cultura de matriz africana e a sua ligação com a cultura indígena, apresentando as vertentes de caçadores, boiadeiros, caciques, entre outros. Uma ala de dança também sairá no desfile, como referência aos movimentos da luta dos caboclos pela Independência da Bahia.

Grupo Cultural Caboclos de Itaparica – Surgiu em 1939 com objetivo de representar o povo nativo Itaparicano que bravamente doou sua vida pelo ideal de liberdade na Batalha de Itaparica, ocorrida de 7 a 9 de janeiro de 1823. O grupo é formado por 30 pessoas entre pescadores, artesãos, trabalhadores informais e estudantes do município. 

“Desfilar no 2 de julho em Salvador é também uma forma de festejar o poder de resistência da nossa história, e ressaltar as lutas na defesa da liberdade do povo Itaparicano”, comentou Emanoel Pitta, presidente do grupo.

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Chegança dos Marujos Fragata Brasileira (Foto: Divulgação)

Chegança dos Marujos Fragata Brasileira – Embarca o público no imaginário de um grupo de marinheiros que participam das lutas pela independência, protegendo a Baía de Todos os Santos contra os invasores. Referências trazidas nas músicas evidenciam a forte relação com a história da independência oficialmente contada.

Um dos membros mais antigos do grupo é o Senhor Mateus Ribeiro da Silva, que no auge dos seus 83 anos é o marujo da chegança e esbanja simpatia por onde passa. Já o caçula, com 13 anos, é Juão Ribeiro do Rosário, o calafatinho da chegança de Marujo. Como na maioria das marujadas, suas vestimentas imitam o fardamento da marinha.

“Estar nos festejos do dois de julho é o fortalecimento da compressão da participação popular do recôncavo baiano nas lutas da independência da Bahia. Isso ajuda na construção da identidade local, além de abrilhantar o cortejo com a memória e a ludicidade do recôncavo”, finalizou Rosildo Do Rosário, mestre do grupo.

Serviço:
Cortejo 2 de Julho – Desfile dos Grupos Culturais
Quando: 2 de julho de 2019
Saída dos Grupos Mãos no Couro e Chegança dos Marujos: às 7h, no Colégio Iceia. Caboclos de Itaparica se integra ao Cortejo às 8h, na Lapinha. À tarde, a saída será às 14h da Rua Chile em direção ao Campo Grande.
Gratuito
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