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10/07/2019 13:56

#GruposResidentes2019 - O corpo polifônico do Tambores de Aruanda busca manter o corpo ancestral em suas produções

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Foto: Acervo Pessoal

Por meio dos sons, muitas sociedades transmitiam mensagens e afirmaram sua identidade. Em Salvador, o grupo Tambores de Aruanda busca manter essa memória ancestral por um corpo polifônico. A Fundação Cultural do Estado da Bahia, através da Escola de Dança, convocou 12 grupos e companhias do estado para o projeto Grupos Residentes 2019, que disponibiliza salas de ensaios até o final deste ano.

Em 2013, o grupo Tambores de Aruanda foi criado a partir das experiências do professor Fábio Alexandre, que buscava dar oportunidades a alunos e ex-alunos dos Cursos Livres da Escola de Dança da Funceb. Aruanda se refere a um lugar mítico da ancestralidade africana. “O grupo vem desenvolvendo atividade de cunho também político em resgate da luta pela reparação racial, liberdade de escolha e a quebra de preconceito”, explica Fábio.

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Com 19 integrantes, entre instrumentistas e bailarinos, o coletivo tem atuado artisticamente em diversos eventos de dentro e fora do calendário da dança no cenário baiano. Neste ano, o grupo desenvolve uma trilha autoral, que em seu segundo momento passará por uma construção coreográfica e cênica 

“O Tambores de Aruanda é um pouco de tudo, pois nosso trabalho é bem democrático e aprendemos um com o outro dentro das experiências de cada um”, conta Fábio. O trabalho que está sendo desenvolvido chama-se “Oni Ilu”, e além de música e dança, haverá também teatro e poesia.

Corpo Polifônico -
Ter nas mãos os encantos para provocar uma polifonias de vozes é o maior interesse do Tambores de Aruanda.  É por toques de gritos de guerra, labores e muitas outras alegrias que o grupo se inspirado na construção de um corpo polifônico. Conheça mais do grupo no Instagram.

Fábio Alexandre (Foto: André Frutuôso)
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