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10/01/2020 15:10

Teatro do Oprimido - Módulo I abordou classes sociais, neoliberalismo, patriarcado e comunicação não violenta

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O curso de Teatro do Oprimido chegou a Salvador em parceria com o Centro de Formação em Artes da Fundação Cultural do Estado da Bahia (CFA/Funceb). O primeiro módulo fez uma introdução ao Teatro do Oprimido, através de jogos, exercícios e teatro-imagem, com o professor Licko Turle; e ocorreu de 6 a 10 de janeiro no Teatro Castro Alves.

De acordo com o realizador do curso e doutor em Artes Cênicas, Licko Turle, “A ideia do método é democratizar os meios de produção teatral para que o oprimido possa, através da sua própria estética, enxergar a realidade opressora em que está inserido e assim poder transformá-la a partir da sua perspectiva ideológica”.

O módulo perpassou por quatro etapas: conhecimento do corpo, tornar o corpo expressivo, teatro como linguagem e teatro como discurso. Dentre os temas, foram abordados classes sociais e ideologia; tipos de subjetividades; neoliberalismo e novas técnicas de poder; patriarcado, a base do capitalismo e do colonialismo; relações de poder; a sensibilidade do corpóreo; macro e micropolítica; além de empatia e comunicação não violenta.

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Participante deste primeiro módulo, Ruan Neto, de 23 anos, mora em Juazeiro do Norte e estava insatisfeito no 6º período de psicologia. Ele viu no Curso Teatro do Oprimido a oportunidade de crescimento na área educacional através da arte: “o curso está sendo gratificante para a minha vida pessoal e profissional. Eu já decidi voltar à universidade e seguir com a psicologia associando aprendizados que conquistei nessas atividades, que já transformaram meu pensamento”, afirma.

Já Larissa Leal, 24 anos, é corretora de imóveis e veio a Salvador fazer o primeiro módulo na intenção de aprimorar o ensino no teatro. Ela gostou da atividade e decidiu ficar em Salvador para fazer o curso completo. “O curso me fez pensar o que eu desejo, que lugar eu pretendo ocupar e isso me botou num ponto importante para me tornar multiplicadora dessa técnica em Brasília”, comentou.

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Próximos passos

Quem tiver interesse em participar do curso, haverá ainda mais três módulos: Teatro das Oprimidas com Bárbara Santos (13 a 17 de janeiro), A Estética do Oprimido com Charlote Mattos (20 a 24 de janeiro) e O Teatro-fórum e a função do Coringa com Licko Turle (27 a 31 de janeiro).

As inscrições estão abertas para os módulos II, III e IV, através do link , ou presencialmente, no dia da primeira aula. Quem se interessar vai precisar investir R$ 300,00 por módulo escolhido.  As aulas acontecem de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h, na sala da companhia de teatro do Teatro Castro Alves.

O curso é realizado pelo GESTO – Grupo de Estudos em Teatro do Oprimido, o Centro de Formação em Artes da Fundação Cultural do Estado da Bahia (CFA/Funceb), com apoio da Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal da Bahia (Proext/UFBA) e da Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado da Bahia. A cerfiticação do curso ficará por conta do CFA/Funceb e da Proext/Ufba.

Serviço:
Curso Prático de Formação Básica de Multiplicadores no método Teatro do Oprimido
Quando: 13 a 31 de janeiro 2020, das 9h às 12h
Onde: Sala da Companhia de Teatro do Teatro Castro Alves
Investimento: R$ 300,00 (por cada módulo)
Inscrições:
através deste link
Informações: e-mail: gesto.teatrodooprimido@gmail.com | Telefone: 71 2132-6934

Fotos: Foto João Victor Soares
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