Notícias

17/01/2020 14:21

Segundo módulo do curso Teatro do Oprimido trabalhou a perspectiva artística e a estética feminista na atualidade

f

O curso de Teatro do Oprimido chegou a Salvador em parceria com o Centro de Formação em Artes da Fundação Cultural do Estado da Bahia (CFA/Funceb). Entre os dias 13 e 17 de janeiro, o Teatro Castro Alves foi palco para o módulo II do curso – Teatro das Oprimidas, ministrado pela professora Bárbara Santos.

De acordo com Bárbara Santos, idealizadora e principal difusora do Teatro das Oprimidas, “essa prática relativiza a importância dos comportamentos individuais na encenação, a fim de jogar luz nas variáveis que interferem na situação, independente das decisões particulares da protagonista. Assim, desenvolvemos a perspectiva artística e a abordagem estrutural em produções teatrais por meio de estéticas feministas”.

O módulo II passeou pelo livro Teatro das oprimidas, de Barbara Santos, utilizando, através de jogos e técnicas inovadoras, a metodologia teatral de perspectiva feminista. Nos encontros foi praticada a aplicação dessa metodologia e atuação articulada em rede.

Nesse livro, lançado em Julho de 2019, Bárbara Santos analisa os problemas enfrentados e os avanços políticos e metodológicos de uma década de atuação, destacando as questões que seguem desafiando o Teatro das Oprimidas, numa experiência estética que visa à investigação e a superação das opressões enfrentadas pelas mulheres.

A terapeuta Daniella Dutra, se inscreveu em todos os módulos pelo fascínio com o conteúdo do curso. Mas no Teatro das Oprimidas se identificou bastante. “O que mais me chama atenção é a releitura que é feita do teatro dos oprimidos, abordando através do feminismo a possibilidade de construir novas narrativas para pensar o lugar da mulher nessa sociedade patriarcal”, comentou.

Já Mônica Sacramento, estudante de saúde coletiva na UFBA e militante nos movimentos sociais de mulheres, foi contemplada com bolsa integral no curso. Ela reitera que principalmente mulheres negras e periféricas, precisam conhecer essas ferramentas para chegarem nos espaços garantindo uma narrativa diferenciada.  “Esse curso é de suma importância pra mim, por conta da instrumentalidade de ferramenta para pôr em praticar na comunidade em que eu moro e que tanto necessita dessa amplitude.

Módulos III e IV

Quem tiver interesse em participar do curso ainda tem duas chances: A Estética do Oprimido com Cachalote Mattos (20 a 24 de janeiro) e O Teatro-fórum e a função do Coringa com Licko Turle (27 a 31 de janeiro). Ambos com inscrição aberta através deste link, ou presencialmente, no dia da primeira aula. Investimento é de R$ 300,00 por módulo. Aulas acontecem de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h, na sala da companhia de teatro do Teatro Castro Alves. Acesse mais informações aqui!

O curso é realizado pelo GESTO – Grupo de Estudos em Teatro do Oprimido, o Centro de Formação em Artes da Fundação Cultural do Estado da Bahia (CFA/Funceb), com apoio da Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal da Bahia (Proext/UFBA) e da Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado da Bahia. A cerfiticação do curso ficará por conta do CFA/Funceb e da Proext/Ufba.

Foto: Bia Imperial
Recomendar esta notícia via e-mail:

Campos com (*) são obrigatórios.