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31/01/2020 16:26

Bailarinos abordaram Psicomotricidade e Processos criativos em dança no 4º Encontro Baiano de Jazz Dance no CFA

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Os passos andam largos e firmes no 4º Encontro Baiano de Jazz Dance, promovido numa parceria entre a Fundação Cultural do Estado da Bahia e a professora, coreógrafa e bailarina, Luciene Munekata. Psicomotricidade Infantil e Processos Criativos foram os assuntos discutidos durante as palestras dos dias 29 e 30 de janeiro, no Centro de Formação em Artes (CFA) da Funceb.

Para abordar a Psicomotricidade Infantil, a professora Silvana Ribas, mestra em dança pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), citou estudiosos como o Francês Dupré (1907) para uma separação entre síndrome de debilidade motora e de debilidade mental.

Silvana Ribas lembrou que a psicomotricidade é emocional e cognitiva nas diversas etapas da vida do ser humano, e por isso é de suma importância ser estudada por bailarinos.

“Essas pessoas que lidam com o corpo precisam ter acesso a essas temáticas que servirão de base para a estrutura de uma aula prática. Aqui os alunos vão começar a entender como melhorar movimentos do corpo, a noção do espaço onde se está, a coordenação motora, equilíbrio e também o ritmo”, finaliza.

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Processos criativos

Guilherme Fraga, mestre em dança pela UFBA, utilizou elementos que completam o processo criativo em dança, trazendo um olhar para diferentes possibilidades de atuação individual. O professor misturou teoria e prática para aguçar a criatividade dos alunos nesse processo de criação da dança.

Para Guilherme, é necessário discutir com os alunos como pode ser pensada a relação do corpo no espaço. Como uma sequência de movimentos pode ser explorada de diferentes modelos de composição, por exemplo.

“Na mistura de teoria e prática, fui mostrando a eles como tudo isso vai modificando e criando novas possibilidades dentro do processo criativo. O mais importante ao se abordar processos criativos num encontro de jazz dance, é ver como ele tende em seus processos criativos repetir certos procedimentos e estrutura. Nesse tipo de repetição tem uma parte que repete a linguagem, mas acaba se reproduzindo em muitos aspectos”, comentou.

O aluno Neto Santos veio de Itabuna e viu no Encontro Baiano de Jazz Dance a oportunidade de capacitação para ampliar os conhecimentos e levar novas experiências para os alunos da sua cidade. “É fundamental pra nós, bailarinos e professores do interior, voltarmos pra casa com essa bagagem incrível do conteúdo do curso. Nas atividades eu vi diversos aspectos para desenvolvimento nas minhas aulas. Novas técnicas e possibilidades serão utilizadas”, disse.
 
Para a aluna Maria Luiza Selma, o encontro trouxe oportunidades de enriquecer e fortalecer ainda mais o jazz na Bahia. “Os nossos bailarinos não devem nada a nenhum outro do mundo. As técnicas compreendidas aqui, eu vou utilizar para o resto da vida, executando com competência, qualidade e conteúdo tudo que aprendi aqui”, finalizou.

Fotos: Bia Imperial
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