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23/04/2020 19:50

#PerfilDasArtes - Os caminhos e contratempos na vida de Janete Matos até o encontro e a paixão pela Dança de Salão

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Nascida em Camaçari, região metropolitana de Salvador, Janete Matos estudou no Colégio Municipal São Thomaz de Cantuária, e por ter boas notas, fazia parte do grupo de alunos que tinha aulas gratuitas de teatro e dança, que aconteciam no Teatro Magalhães Neto, hoje o Teatro Alberto Martins.

AJá naquele momento, Janete iniciava a sua trajetória artística com as aulas de teatro com a professora Cilene Guedes. Aos 12 anos, deu os primeiros passos na dança nas aulas de jazz, com o professor Paulo Carrilho, e em seguida fez aulas de balé. Após dois anos, por escolha dos seus pais, Janete se afastou da dança, mas a dança sempre esteve presente na sua vida . “A dança ficava ali marcada na minha memória e no meu coração a todo momento”, comenta ela.

Aos 30 anos, Janete conheceu a Dança de Salão e ficou encantada com o estilo que era novidade para ela. Janete começou a fazer aulas com o professor Marlon Martins, que logo percebeu que ela tinha uma paixão pela dança. “Ele comentava sobre a minha facilidade em aprender as coreografias e auxiliar os colegas durante as aulas. Foi ele quem me incentivou a estudar e me tornar professora de dança”, lembra.

Dez anos depois, aos 40 anos, Janete Mattos concluiu o curso de Licenciatura em Dança, e adquiriu a Especialização em Arte Educação: Cultura Brasileira e Linguagens Artísticas Contemporâneas, pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia.

ZA Dança de Salão é o estilo que emociona Janete: “essa dança é um elo de cumplicidade, respeito e união. Ela precisa de dois corpos para juntos dançarem, e a entrega é mútua. Com ela aprendi a ser mais sensível, a perceber o outro com mais zelo. Me sinto completa, amo ser professora de dança”, diz emocionada.

Janete lembra a evolução da dança na Bahia, e destaca a importância de união da classe. “Precisamos da união para fortalecer um conselho que possa nortear os artistas da dança, garantindo os direitos desses profissionais. Quando isso acontecer, veremos a dança crescer com dignidade na Bahia”.

Janete sempre viu a dança como um meio de inclusão, de permissão, de qualidade de vida. “Falo para meus alunos que não sabia qual era o meu papel no mundo até o momento em que me tornei professora de dança. Hoje sou completa. Ensinar essa linda arte e deixar nem que seja um pouquinho do quanto ela faz bem para cada um, para mim é uma dádiva”, finaliza.

Atualmente, Janete é microempreendedora, atuando com a MJ Núcleo de Dança há 9 anos, no município de Camaçari, lecionando aulas de Dança de Salão. Há 3 anos ela também é professora da Escola Educação Maior, na mesma cidade.

Fotos: Arquivo Pessoal
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