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27/04/2020 10:36

#PerfildasArtes - O pioneirismo e a importância da coreógrafa Rosy Coelho para formação da dança em Simões Filho

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A dançarina e coreógrafa Rosy Coelho tem uma trajetória de peso para o mundo da dança. Seu currículo é extenso: ela é formada em Dança pela Universidade Federal da Bahia (UFBA); tem formação no curso para professor de Ballet Clássico pela EBATECA; é especialista em Ballet Pilates, com a instrutora Audrea Lara; além de especialização em Cultura Afro-Brasileira pela Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFBA.

Os frutos de todas essas formações podem ser percebidos no município de Simões Filho, região metropolitana de Salvador, onde ela é fundadora e professora da Escola de Ballet D’Có e Saltiado, primeira escola de ballet do município de Simões Filho, localizada no bairro do CIA 1. Por lá, ela também é considerada uma das pioneiras no movimento de quadrilhas juninas da cidade.

A coreógrafa é responsável pelo desenho do figurino, cenário e adereços das seguintes quadrilhas, respectivamente: Cochilou Cachimbo Cai, Bem me Quer e Denguinho de Iaiá. É também coreógrafa da quadrilha Em Cima da Hora, e presidente e fundadora da Forró do Cia.


“Me defino como uma agente responsável pela difusão da dança de cunho acadêmico no município, o que resultou na formação de vários profissionais atuantes no cenário da dança da Bahia e do Brasil”, afirma a dançarina que também é ex-aluna do Curso Técnico Profissional da Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado da Bahia.

Seu vínculo com a Funceb não parou por aí. "O amadurecimento do trabalho veio e a formação de um coletivo de produção artística chamado Arte Metropolitana, para este ano de 2020, veiculará a terceira edição do Festival de Dança Arte Metropolitana em Simões Filho, numa crescente agora internacional. Vale ressaltar que em suas duas primeiras edições, o Festival contou com participação especial de alunos da Escola de Dança da Funceb."

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Estilos e dificuldades

Rosy é uma dançarina de muitos ritmos, atualmente ela leciona ballet clássico, dança contemporânea, improvisação e ballet pilates. Sobre as maiores dificuldades encontradas em sua área ela destaca: "são a falta de intercâmbio entre as produções, produtores e profissionais em dança; a inexistência de um teatro na cidade;  a falta de técnicos e materiais específicos para uma produção em dança;  e também a inexperiência para participar de editais e financiamentos culturais”, declara a dançarina.

Apesar das muitas barreiras enfrentadas, a dançarina continua firme e declara continuamente o seu amor pela arte: “a dança foi fundamental para a minha vida pois antes mesmo das formações, eu já dava aulas e coreografava, o que me levou posteriormente a buscar a formação acadêmica. Tenho a honra de ter iniciado a formação de importantes profissionais da área e orgulho de ter impulsionado a criação de vários outros espaços para o estudo da dança no município”, conclui a dançarina e coreógrafa Rosy Coelho.

Fotos: Arquivo Pessoal
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