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08/05/2020 12:00

#PerfilDasArtes - A arte com viés transformador e político é a premissa do artista de Dança Jean Souza

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A arte com viés transformador e político é a máxima do artista baiano Jean Souza, de 35 anos. Nasceu no município de Santo Amaro da Purificação, no recôncavo baiano, mas é a cidade de Candeias que se tornou palco de sua história e vivências artísticas. "Assim que comecei a fazer teatro, automaticamente também cheguei na dança. Já aos 13 anos de idade participei do grupo de swing baiano, chamado 'Garotos e Cia'. Nessa época, em 1999, Candeias estava explodindo com essa onda do Swing Baiano”, conta.

Após esse período, já em 2001, Jean resolveu dedicar-se e se profissionalizar na dança e começou a estudar Dança Moderna e Contemporânea, com a professora Guiomar, no 1º ano do ensino médio no Centro Federal de Educação Tecnológica da Bahia (CEFET-BA), em Salvador –BA, atualmente Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA). “Com o passar do tempo, fui buscando mais conhecimentos. Quando entendi a arte como um modo de transformação, eu passei a investir nela. Então desde muito cedo eu sabia que seria professor de artes”, revela o artista.

Após sair do CEFET, Jean foi para o Colégio Estadual Professor Antonio Balbino - CEPAB, em Madre de Deus – BA, onde fez parte da Cia. de Dança Arte e Vida, instituição cultural vinculada diretamente ao Colégio, dirigida e coreografada pela Professora de Artes (Dança) Iana Teles, permanecendo integrante de 2002 a 2007. "Lá aprendi a ser professor, educador, e Iana é um nome importante nessa caminhada, na minha transformação humana", conta o artista.

Jean também já foi aluno na Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), fez Curso de Ballet com Janahina Cavalcante (atual coordenadora de Dança da Funceb) e participou dos Cursos Livres da Funceb.

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Foto: Drigo Fotos

Carreira artística

Mestrando em Dança, com Especialização em Estudos Contemporâneos em Dança (ambos pelo PPGDança/UFBA), Jean é Licenciado e Bacharel em Dança (UFBA). Atualmente ele ocupa o cargo de Coordenador de Cultura e Turismo da Secretaria de Cultura e Turismo de Candeias e foi Vice-Presidente do Conselho Municipal de Política Cultural – CMPC, biênio 2017/2019, da mesma cidade.

“Sempre gostei de trabalhar em paralelos com práticas culturais. Trabalhei na Rede do Movimento de Teatro Amador da Bahia, na qual fui secretário, e posteriormente, presidente. Trabalhando com gestão cultural, foi o que me levou a fazer a licenciatura em dança”, explica.

Em 2005 Jean Souza fundou a Cia Cenas & Bailados, na qual atuava como diretor e coreógrafo. Em 2017 o grupo estreou o espetáculo Suicídio Anacrônico, promovido com apoio da Funceb através do Edital Setorial de Dança 2016. O grupo chegou ao fim em 2019. “Acredito que o encerramento do grupo foi um processo de outro caminho. Ou seja, foi uma abertura de novos ciclos”, conta.

dAinda em 2019, Jean lançou o livro "Coisas de Menino", essencialmente "uma obra de descobertas", como diz, onde experimenta, testa e arrisca. "Não tem nada mais "de menino" do que essa ousadia, essa traquinagem, que se traduz aqui em palavras.  Estamos diante de uma obra que consegue ser madura e pueril a um só tempo, que nos faz bailar entre palavras e sensações, que nos traz esperança", revela a obra literária.

Entre 2009 e 2017 ele fundou junto com Jacson do Espírito Santo (Jk Santos) e geriu a Escola Contemporânea de Dança e Artes, em Candeias. "A nossa escola consolida esse lugar empírico que se torna político e profissional", diz.

Atualmente, além do mestrado em Dança, Jean se dedica ao projeto no qual é educador de Dança e Artes na Escola Municipal Deijair Maria Pinheiro, na cidade de Madre de Deus. “Eu vejo a arte como um lugar de transformação, de enriquecimento e pertencimento cultural, além de via para emancipação política do ser. Através da arte, com a arte, consegui mudar e transformar a vida de muitas pessoas, começando por mim”, finaliza o artista de dança.

Foto: Arquivo Pessoal
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