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01/06/2020 10:10

#PerfilDasArtes - Talento e arte marcam a trajetória da atriz Neyde Moura nos palcos baianos

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O nome de Neyde Moura não está associado somente às artes cênicas baianas. A atriz, nascida no bairro de Ondina, em Salvador, é graduada em piano, com especialização em educação musical e regência coral, pela Escola de Música da Universidade Federal da Bahia.

"No Teatro comecei minha carreira em 1993, através de uma oficina realizada pela Escola da Teatro da UFBA, quando fui uma das escolhidas para o XII Curso Livre de Teatro da UFBA, em 1996", conta a artista que tem uma vasta presença nos palcos e premiações baianas.

Ao todo, Neyde já possui 24 anos de carreira vivenciando técnicas e processos sempre muito diversificados e intensos com grandes mestres da Artes Cênicas, como Ana Kfouri, Júlia Varley, Jaco Guinsburg e Harildo Deda, dentre outros. “O teatro baiano é extraordinário. São atores, dramaturgos, diretores, cenógrafos, figurinistas e técnicos fantásticos”, declara Neyde.

Premiações


A lista de indicações e premiações recebidas pela atriz soteropolitana é grande. Em 2000, considerado ano do novo milênio, teve o seu talento reconhecido com o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante e, ao mesmo tempo, a indicação de Melhor Atriz, pelo antigo Prêmio Copene de Teatro (atual Prêmio Braskem), pelos espetáculos: "Pé de Guerra", dirigido por Márcio Meirelles; e "Bodas de Sangue", sob a direção de Nelson Villaronga.

Mas foi através da sua atuação no filme "Braseiro", de Marcos Barbosa e Thiago Gomes, que conquistou o prêmio de Melhor Atriz, na quarta edição do Feciba – Festival de Cinema da Bahia. A obra, que é originalmente uma peça de teatro, permitiu a Neyde que ela fosse indicada ao Prêmio Braskem de Teatro de Melhor Atriz.

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Espetáculo Em Família (Foto: Marta Torres)

Dos muitos trabalhos em que atuou, a atriz premiada lembra da sua peça de estreia: "Horário de Visitas" (1994), encenada pelo diretor alemão Ewald Hackler; do clássico "Álbum de Família" (1996), sob a direção de Paulo Cunha; a parceria de longa data com o diretor Márcio Meirelles, com quem atuou em diversas montagens, a exemplo de "Barba Azul" (1997), "Um Tal de Dom Quixote" (1998), "Pé de Guerra" (2000), "O Avesso dos Retalhos" (2012) e outras. Esta última lhe rendeu mais uma indicação de Melhor Atriz no Prêmio Braskem de Teatro.

A artista gosta de dizer com orgulho que já trabalhou com os principais encenadores da Bahia. A lista de espetáculos nos quais atuou confirma: "Mãe Coragem" (1998), de Luiz Marfuz; "A vida de Galileu" (2001), de Elisa Mendes; e como atriz e pianista em "Chiquinha Gonzaga" (1998), com direção de Carmem Paternostro.

Recentemente, em 2019, Neyde mais uma vez subiu aos palcos baianos, desta vez com o aclamado espetáculo "Em família" ao lado de Harildo Deda com direção de Marcelo Flores. "Estar no palco, assistir a espetáculos e concertos, abre nossa visão de mundo", afirma Neyde Moura.

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Foto: Arquivo Pessoal

Cinema e TV

No cinema e na TV, Neyde lembra com carinho dos papéis no curta-metragem “A Mãe”, de Fernando Bélens e Umbelino Brasil (Prêmio Especial do Júri no Festival de Gramado, em 1998) e do longa –metragem “Esses Moços” de José Araripe Júnior (2007). Além da participação na novela “Mulheres Apaixonadas”, de Manoel Carlos (TV Globo, 2003) e “Velho Chico”, de Benedito Ruy Barbosa (2016).

Também participou da série de TV, "Francisco só quer jogar bola" de Sofia Federico e João Rodrigo Mattos; "Os Sonhadores" de Julia Ferreira e "O Tio José" de Ducca Rios, todas em finalização com lançamento previsto para ainda este ano. "A arte torna a vida mais bela, mais leve. Com a música e o teatro, eu me transformei em um ser mais aberto, mais potente" finaliza a artista Neyde Moura.

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