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19/06/2020 11:55

#PerfilDasArtes - Através da literatura infantojuvenil e do romance, Breno Fernandes busca levar os leitores para outros universos

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Desde criança ele soube que gostava de escrever. Antes de se tornar escritor, Breno Fernandes, de 34 anos, soteropolitano, ingressou em diversos cursos para obter conhecimentos na escrita. Embora não pratique, ele é graduado em Jornalismo. Além disso, também é formado Letras Vernáculas em Língua Portuguesa e é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atualmente, Breno está cursando o doutorado em Literatura, também pela UFBA.

“Comecei a escrever mais ou menos com oito anos de idade por causa da Série Vaga-Lume, que era voltada para o público infanto-juvenil. Naquela época, eu morava no interior, então não tinha internet e nem mesmo acesso a biblioteca. Ou seja, as principais fontes de histórias era a televisão e os desenhos japoneses, o que criou em mim um tipo de hierarquia, que havia determinadas histórias ao meu redor que mereciam ser narradas em linguagem artística”, destaca o escritor Breno Fernandes.

Enquanto buscava uma profissão que se encaixasse em seu perfil, Breno Fernandes conta que chegou a cursar Ciências da Computação. “Eu morava em Riacho de Santana, no interior da Bahia, e aos 13 anos vim para Salvador. No meio dessa 'bagunça’, resolvi fazer computação porque tive a primeira chance de fazer uma publicação e a internet era algo novo. Mas logo vi que não era minha praia”, conta o escritor.

“Como vim de família de classe média, tinha aquele certo preconceito em determinadas profissões. Sempre tinha aquele papo de que direito e medicina fossem cursos de verdade. Enquanto isso, ser escritor era visto apenas como hobby, que deveria servir nas horas vagas”, explica o literário.

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Foto: Arquivo Pessoal

Carreira literária

Sua primeira estreia na ficção infanto-juvenil ocorreu em 2002, quando ele tinha apenas 15 anos, com o romance “O mistério da casa da colina”, no qual foi um dos escolhidos pela editora FTD Educação para inauguração da Coleção Jovens Escritores. “A sensação de participar da coleção foi inacreditável. Quando recebi a ligação com a proposta tive um impacto tão grande que achei que era trote e desliguei o telefone”, conta Breno.

Posteriormente, em 2006, publicou o livro “Mil – a primeira missão”, pelo mesmo selo. Já em 2017, ele foi convidado para participar da FB Publicações, do grupo editorial Caramurê, quando escreveu o romance “Mendax, o ladrão de histórias”. Esse romance conquistou o segundo lugar do Prêmio Literário Biblioteca Nacional, na categoria literatura juvenil, e foi uma das obras literárias selecionadas pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD 2018).

Em 2018 foi a vez de lançar o romance juvenil “Os fanzineiros”, que aborda temas como bullying e fake News. Devido o destaque sobre o tema, o livro também foi selecionado pelo PNLD 2020.

Já em 2019, Breno lançou seu primeiro livro de contos: A mão do poeta (Caramurê). Neste livro, o escritor reuniu um conjunto de dez histórias que transformam lugares icônicos de Salvador em cenários de tramas à moda do realismo mágico. “Eu gosto muito de escrever sobre romance e o gênero infantojuvenil. Com o meu trabalho, tenho tentado fazer com que os adultos leiam e não imaginem apenas como livro menor ou história para crianças, mas sim uma possibilidade de conhecer outros universos”, relata Breno.

Para os novos jovens escritores, Breno deixa o recado: “Confie na sua paixão, pois a gente só aprende escrevendo. Principalmente quando se trata de técnicas, como escrever de uma maneira melhor. As dúvidas sobre se você é bom ou ruim podem até te perseguir como fantasma, talvez até mesmo em cada novo projeto. Mas, lembre-se que história deve tocar alguém. O papel do escritor é esse, escrever com paixão e o resto a gente aprende no meio do caminho”, anima Breno Fernandes.
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