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26/06/2020 15:20

#NotaDePesar - Fundação Cultural lamenta morte do ator e diretor de teatro Fernando Neves

fernando
Foto: Diney Araújo

É com profundo pesar que a Fundação Cultural do Estado da Bahia lamenta a morte do ator Fernando Neves, nesta sexta-feira (26), vítima da doença covid-19.

Nascido em Belém, no Pará, Fernando iniciou sua trajetória teatral em 1955, participando de um grupo de teatro amador e cinco anos depois, iniciou sua fase profissional, quando começou a trabalhar no Teatro da Paz. Em Belém, ele trabalhou em várias peças adultas e infantis, como “Antígona de Sófocles” e “A Pena e a Lei” de Ariano Suassuna, que em 1968, representou o Brasil no 1º Festival de Teatro de Manizales – Colômbia.

Na Televisão participou de vários teleteatros, peças de teatro televisionadas uma vez por semana. No cinema teve suas primeiras experiências com o saudoso cineasta Líbero Luxardo onde participou de três dos seus longas “Marajó Barreira do Mar”, “Um Diamante e Cinco Balas” e “Brutos Inocentes”.

Nesse período trabalhou no longa que se tornou um marco dentro da cinegrafia Brasileira. O filme chamava-se “Iracema – Uma Transa Amazônica” e foi dirigida por Jorge Bodanski e Orlando Senna. O filme foi produzido em 1974, entretanto, só foi lançado oficialmente em 1981, proibido pela censura por cinco anos.

Aqui em Salvador Fernando se destacou em várias peças teatrais entre elas: “O sonho” de Strindberg, direção de Gabriel Vilela, e “Check-up” de Paulo Pontes, direção Eduardo Cabús, espetáculo que o levou pro Festival da Venezuela, em 1978, Portugal e Europa, em 1986, e que ficou em temporada durante dez anos (1977 a 1987) no Teatro Gamboa, em várias cidades baianas e capitais brasileiras entre elas Recife, João Pessoa, Campina Grande, Maceió, Brasília e Belo Horizonte.

Em 2005, Fernando Neves foi premiado como melhor ator coadjuvante através do filme “Eu me Lembro”, de Edgard Navarro. O filme recebeu oito indicações no 38º Festival de Cinema de Brasília. 

Na capital baiana ele ainda cursou Direção Teatral e Licenciatura Plena em Artes Cênicas, na UFBA. Foi professor de teatro do Colégio e Escola Estadual Severino Vieira e vivia aposentado. Seu último trabalho foi no Circuito Jorge Amado, no Pelourinho, onde atuou sob a direção de Edvar Passar.
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