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10/11/2020 11:46

#CalendárioDasArtes – Projeto "Revisitar, recriar, uma gota de cada vez" é apoiado pelo edital

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O Projeto “Revisitar, recriar, uma gota de cada vez” foi um dos premiados na categoria Artes Integradas, do edital Calendário das Artes 2020 – 8ª edição, da Fundação Cultural do Estado da Bahia. A produção de Lauro de Freitas fez uma releitura do solo “Pele de foca”, criado e interpretado pela artista de dança Melissa Figueiredo.

A produção é apresentada no formato de vídeo-dança, utilizando elementos que fazem parte do espetáculo solo, como o figurino e as bolsas de plástico cheios de água, dentro de espaços da casa e quintal respeitando o contexto de confinamento.

“O objetivo desse projeto é, primeiramente, deixar fluir a possibilidade de revisitação de um trabalho já existente para que a partir dele, seja possível se motivar, continuar e lutar pela produção das artes nesse período de isolamento. Para a gravação foi criado um roteiro de imagens predefinidas e cenas improvisadas, respeitando a ideia da obra e o atual contexto de quarentena”, diz a proponente e dançarina Melissa Figueiredo. Rompimento e liberdade

x“Depois da recomendação pelas autoridades de isolamento social para evitar a propagação da covid-19, a mudança radical no estilo de vida de todo o mundo somou-se ao medo de ser contaminado, à impossibilidade do contato físico, à perda de renda para sustento, entre outros fatores. A situação acaba trazendo cada vez mais sensibilidade às questões da saúde mental da população. E por isso está sendo inevitável não ter sentimentos parecidos com o que me fez iniciar o solo, principalmente em relação ao elemento água, um signo presente e forte nesse no solo, que será explorado também em vídeo”, revela Melissa.

Sobre esse elemento tão presente da produção, Melissa conta: "a água passa uma boa parte do espetáculo dentro de bolsas plásticas e o movimento de estourá-las em cada apresentação produz diversas imagens diferentes relatadas pelos espectadores, como o estourar da bolsa de uma grávida, o gozo feminino, ou até a morte. A água vem como transformação, como rompimento e liberdade, ela nos remete adaptabilidade, ela guarda a possibilidade de adaptação que precisamos ter nesse período de isolamento. Literalmente, foi um trabalho criado e produzido muito só, com muita introspecção, auto análise e recursos próprios".

Para a dançarina,“já há algum tempo, a cultura vem definhando no Brasil, e o novo cenário impactou ainda mais diretamente em toda a cadeia produtiva das artes, hoje, cancelamentos e interrupções de diversas atividades fazem parte da realidade dos artistas”.

Trajetória - Melissa Figueiredo é dançarina, professora e coreógrafa, formada pela Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB) e Licenciada em Dança pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Trabalha ainda como artista freelancer, professora de dança contemporânea e ballet, é co-diretora do coletivo artístico Nii/Colaboratório baseado em Salvador.

Dançou para diversos grupos e coreógrafos de Salvador e internacionais como o Núcleo de investigação coreográfica João Perene, Projeto BTCA memórias, coreografo Dejalmir Melo, Matias Santiago, Vladimir Rodriguez, Cie Ladainha, Anie Catharine. A sua trajetória artística é vasta. Participou ainda de inúmeros workshops de dança, capoeira e improvisação com artistas variados de várias nacionalidades, dentre outros.

 “Revisitar, recriar, uma gota de cada vez” está disponível no canal da Funceb no youtube. ACESSE AQUI A PRODUÇÃO!

Fotos: Divulgação
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