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05/04/2021 08:00

#AldirBlanc - Poestrias: livro póstumo da poeta Júlia Couto será lançado em Salvador


poestrias

A desenvoltura com a poesia e o sorriso eram marcas da poeta, educadora, atriz e terapeuta holística Júlia Couto, que faleceu em janeiro de 2020, em Salvador, vítima de câncer. Ela deixou pronto seu primeiro livro, "Poestrias", com poemas autorais que trazem retratos da sua história de vida.

O livro será lançado em 9 de abril, às 19h, no canal do YouTube do projeto Lendo Mulheres Negras, com o Sarau Poestrias. O evento vai contar com a participação de familiares, colegas, alunos/alunas, irmãos/irmãs de axé e amigos/amigas.

A obra foi finalizada sob coordenação editorial de Sueide Kintê, projeto gráfico de Samadar Kintê, ilustração de Zezé Olùkemi, em 2018. Júlia preparava a impressão e o lançamento da obra, etapas que não foram realizadas por conta do seu adoecimento. Seu conteúdo é composto por 70 poemas, prefácio de Lindinalva Barbosa e posfácio de Lívia Okanbi Tetembwa. Júlia preparava a impressão e o lançamento da obra, etapas que não foram realizadas por conta do seu adoecimento.

Com a proposta de realizar o antigo sonho da poeta, amigas e familiares se uniram para concluir a produção, com impressão de mil exemplares, que serão distribuídos gratuitamente a parceiros, escolas e bibliotecas públicas e comunitárias e espaços culturais e afro-religiosos da capital baiana. Será produzida também uma versão e-book.

O projeto foi cedido pela família de Júlia, através de sua mãe, a professora Nazaré Lima, para a Sobral Produções e o grupo Lendo Mulheres Negras, responsáveis por viabilizar a produção e o lançamento. O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

Sobre a escritora

Júlia Couto, ou Lola, nasceu em Salvador, na Bahia, no dia 23 de janeiro de 1976, e morreu na madrugada do dia 17 de janeiro de 2020. Foi poeta com uma trajetória multidimensional. Destacou-se também como educadora, atriz, performer, massagista e terapeuta holística, atividades que desenvolvia com base em conhecimentos da cultura afro-brasileira e africana.

Aquariana e apaixonada pelos orixás, era iniciada no candomblé e em Ifá, fazendo parte do Terreiro Vintém de Prata e da comunidade Onisegun Omi. Formou-se em Letras com Inglês, pela Unijorge, e adotou a literatura como foco. Pretendia estudar, no mestrado, as dores e os amores da gente negra nas crônicas de Cidinha da Silva. Foi atriz e integrante do grupo Mais de Mil, do CRIA (Centro de Referência Integral ao Adolescente), até 1998, e fez parte da turma de 2003 do Curso Livre de Teatro da UFBA, apesar de não ter concluído a formação.

Fundou, em 2006, junto com sua irmã, Amanda Couto (Udi), a Companhia Zhagriot, unindo música, teatro, dança e poesia. Seu sonho como escritora era conseguir, além de se dedicar à poesia e dramaturgia, incorporar todas as formas de arte que tanto adorava.


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