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15/05/2019 09:00

#GrafiasEletrônicas - Autodeterminadas e poderosas, poemas ganham outras narrativas de mulheres selecionadas nesta edição

dNúmeros cada vez mais crescente de feminicídio têm silenciado histórias de mulheres no Brasil. No entanto, a poesia tem sido uma arma poderosa para dar voz e garantir o bem viver feminino. Segurando o compromisso da equânime entre os gêneros, a parceria entre o Iderb e Funceb, traz outras narrativas para mulheres em sua segunda edição do edital Grafias Eletrônicas.

Vitória Carmo, estudante que mora no município de Nazaré, conta que começou a escrever para dar voz ao cotidiano de mulheres brasileiras. “A importância de ser artista da palavra está em utilizar a poesia para retratar o cotidiano e defender direitos das mulheres”, expõe.

Da indiferença às violências, mulheres sofrem com agressões diversas, sejam verbais, morais e/ou físicas. “Meu texto ‘Maria’ trata de todas as mulheres e das suas rotinas. A intenção do meu poema é passar como a maioria de nós mulheres vivemos”, explica a estudante.

Para Vitória, participar do Grafias Eletrônicas, despertou o interesse de continuar trabalhar com a escrita. “O projeto me incentiva a criar novos poemas e incentivar meus colegas à Arte da Literatura. Além disso, me aproximei bastante dos professores o que me ajudou no convívio escolar. Profissionalmente já estou pensando em seguir carreira acadêmica”, planeja a estudante.

cOutra selecionada para o Grafias, a estudante Taise Dourado conta que muitas de suas colegas têm medo de divulgar seus textos. Nem sempre o silêncio é uma característica de pessoas tímidas, mas, diz sobre silenciamentos. “Tento usar as palavras da melhor maneira possível quando devo ocupar silêncios, sejam os meus próprios ou não”, diz Taise, estudante de Letras da Universidade Estadual da Bahia (UNEB).

Taise declama poemas em uma plataforma streaming e administra um canal no Youtube em que compartilha suas produções. Além de participar da Pantim Coletivo. Ela avalia que o Grafias Eletrônicas é uma oportunidade de expansão de seu trabalho. “É uma oportunidade de abertura de caminhos, expansão e possibilidade de diálogos”, considera.

A artista descreve “Outra Volta-Gem”, texto selecionado para o projeto, como uma resposta aos tensionamentos sobre a permissão que as pessoas dão ou não para si mesma. “Discussões de gênero, sexualidade e assuntos afins ganham passam por legislação, mas permanecem sendo geridos por conservadores e opositores. Pretendo uma outra forma de pensar e viver que não as pré-estabelecidas”, afirma.

Fotos: Arquivo Pessoal
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