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12/07/2019 15:03

#GruposResidentes2019 - Encontros de bailarinos consolidaram a In Contro Cia de Dança nos palcos

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Foto: Hélio Oliveira

A vida é uma cerca de encontros, muitos deles passam a ser recorrentes e se transformam em coletivos. Foi assim que o In Contro em Dança, grupo de dançarinos profissionais, se estabeleceu há quase dez anos e hoje integram o projeto Grupos Residentes, que oferece salas de ensaio aos sábados, por meio da Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado da Bahia.

“Eu nomeei de In Contro Cia Dança por conta dos encontros e desencontros de nossas vidas e agendas”, explica Dudé Conceição, idealizador do grupo. A ideia surgiu ainda na Escola Candolina, em que os dançarinos tinham aulas com a professora Itamara Piraca. Em sua primeira formação, a companhia já contava com bailarinos experientes como Guilherme Duarte, Sivaldo Tavares, Alex Brito, Dennys Silva, Hélio Oliveira e Clodô Santana. 

Muitos dos bailarinos não fazem parte integral do grupo, por estarem em outras companhias nacionais e internacionais, mas estabelecem uma contínua interação da companhia. Atualmente a companhia conta com oito dançarinos, dois produtores e dois músicos, além da passagem de outros dançarinos como Emerson Ataíde, Marcela Botelho e Joely Pereira.

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Foto: Marcela Brasil

A companhia desenvolve coreografia que une o contemporâneo à dança afro-brasileira. Entre os trabalhos desenvolvidos pela companhia estão “Folhas”, com direção coreográfica de Dudé, a partir da imersão com o coreógrafo Agnaldo Fonseca; “Um Olhar em Chamas”, idealizado por Dudé Conceição e Guilherme Duarte em homenagem a memória do coreógrafo  Augusto Omolu; e, “Alfaunoinfinitos”, com direção de Paco Gomes.

Projeto - 
Para Dudé, é um prestígio integrar esta edição do projeto. “Tenho muito respeito pela Escola de Dança da Funceb eu até apelidei de vitrine da dança, temos muitas marcas e histórias lá, fazer parte desta residência é algo gratificante”, afirma.

Além disso, o coreógrafo busca conservar algumas tradições. “Mestre King dava aulas abertas ao público e é algo que eu gosto muito de fazer e manter a tradição”, conta. O projeto busca possibilitar que corpos ainda não têm uma rotina de estar em palcos desenvolvam a experiência.

“Nesta edição eu estou focando em trabalhar com alguns corpos que ainda não estão preparados para o palco e junto com essa nova turma desenvolver um novo projeto”, explica Dudé. De acordo ao coreógrafo a ideia central é desenvolver um trabalho tomando o silêncio como tema.  “De silêncio não tem nada, mas é uma ideia que está em minha cabeça e deve ganhar outro ritmo com esses corpos”, descreve entusiasmado.
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