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Noite de lançamento de programas e editais reforça
apoio da classe artística à política cultural do Estado
[11.10.2007]
A Fundação Cultural do Estado da Bahia e o Teatro Castro Alves realizaram ontem, quarta-feira (10/10), o evento de lançamento dos programas TCA.Núcleo e BTCA 2007/2008, e apresentaram os outros 14 editais da FUNCEB, abertos em setembro. Os editais, que recebem inscrições até o fim de outubro, contemplam as áreas de Artes Visuais, Audiovisual, Dança, Música, Teatro, Cultura Digital, Popular, Indígena, Popular e Residências Artísticas, totalizando R$ 1.736 milhões em prêmios.
Os representantes do meio artístico, produtores culturais, personalidades, autoridades, pesquisadores e sociedade civil que estiveram no Palacete das Artes ouviram do secretário de Cultura, Márcio Meirelles, da diretora geral da Fundação, Gisele Nussbaumer, e do diretor do TCA, Moacyr Gramacho a promessa da continuidade do processo de descentralização e democratização dos recursos públicos para a cultura.
O diretor do TCA, Moacyr Gramacho, iniciou as apresentações reafirmando a importância do edital como forma democrática de atuação do governo. “Este é um momento extremamente agregador. Conseguimos reforçar a estrutura do edital com o Programa TCA. Núcleo e com o BTCA. Em relação ao Núcleo, por exemplo, temos duas oficinas já confirmadas: uma de Iluminação e outra de Cenografia. As coisas agora estão acontecendo aos olhos de quem quiser acompanhar”.
Em seguida, a diretora geral da FUNCEB, Gisele Nussbaumer, ressaltou a participação da classe artística e da sociedade civil na elaboração dos editais. “Os concursos foram construídos com a colaboração de muitos dos que hoje estão aqui e também dos produtores culturais do interior do Estado, que, por meio de um diálogo produtivo, participaram diretamente desse processo. Esse evento é também uma forma de reconhecer e agradecer a contribuição de todos. O edital é uma forma de o governo traçar uma outra perspectiva de atuação, diversificando o investimento em cultura”.
O Secretário de Cultura, Márcio Meirelles reforçou o significado das inovações realizadas ainda nesse primeiro ano de governo. “As mudanças chegaram para melhorar a forma de gerir os recursos destinados à cultura. Os editais são instrumentos políticos que atendem a toda a população. Áreas que nunca foram vistas, estão sendo contempladas. Em 2006, o Fundo de Cultura investiu em 40 projetos. Em 2007, são mais de 200 projetos, esse é um dado significativo. Não se trata de uma política feita por mim, mas sim por um governo que foi eleito democraticamente. A Bahia merece mais do que aquilo que tivemos nos últimos anos”.
Um dos atores presentes ao evento, Urias Lima, concorda com a direção apontada pela Secretaria de Cultura: “Essa nova filosofia de trabalho que amplia o acesso aos recursos é condizente com o ambiente democrático que estamos vivendo”. Opinião semelhante tem o músico Álvaro Lemos: “Até agora o que eu vejo é uma política sensata. Como artista, ainda não fui contemplado com os editais, mas estou satisfeito”.
Diana Aronovich, socióloga, elogiou a política de editais: “Eu concordo com essa forma de o governo distribuir os recursos públicos, por que assim é possível atingir mais produtores de cultura. O engraçado é que lutamos tanto por uma sociedade mais democrática e, quando acontece algo nesse sentido, parece que sempre tem gente com saudade do autoritarismo”.
O produtor cultural Gabriel Checcucci também disse que as verbas devem ser divididas entre um maior número de profissionais da área e defendeu um dos princípios básicos para a democratização: “A cultura se faz com muitas idéias”.
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