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Exposição sobre Ninho Reis resgata memória da Dança na Bahia abertura dia 11 de outubro, às 19h
(visitação 12/10 a 04/11)
[08.10.2007]
A trajetória do coreógrafo e dançarino baiano Ninho Reis é lembrada na exposição homônima que será lançada nesta quinta-feira, dia 11 de outubro, às 19h, no Foyer do Espaço Xisto Bahia. Ninho Reis foi homenageado pela diretoria da Integrante do Projeto Portas Abertas para as Artes Visuais, da Fundação Cultural do Estado da Bahia, a mostra fotográfica resgata parte importante da memória da Dança no Estado. A curadoria é da Profª. Drª. Eliana Rodrigues, pós-doutora pela Universidade de Paris VIII e professora da Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFBA. Visitação de 12/10 a 04/11, de segunda a domingo, das 8h às 22h, com entrada franca.
Em setembro, a Fundação Cultural lançou o Prêmio Ninho Reis, edital de apoio à circulação de espetáculos de dança, em reconhecimento às suas contribuições para o desenvolvimento desta área artística no Estado. Eutaciano Reis de Oliveira Júnior nasceu no município baiano de Coaraci, em 6 de Janeiro de 1951 (Dia de Reis) e faleceu em 10 de abril de 1991. Profissional talentoso, trabalhou como ator, dançarino, manequim, modelo vivo, produtor e diretor artístico de grupos de dança, viajando pelo Brasil, Estados Unidos, Europa, África e Canadá.
Reis participou de diversos grupos folclóricos e parafolclóricos, como o Grupo de Dança Orixás da Bahia, Xire Ô, Olufá, e o Grupo Folclórico Viva Bahia, dirigido por Emília Biancardi. Em 1979, juntamente com Antônio Alcântara e Rogério Eduardo, Ninho Reis criou o espetáculo Frutos Tropicais, título que se tornaria o nome do grupo, com elenco exclusivamente masculino. Na década de 1980, ao lado de Walson Botelho, fundou e foi co-diretor do Balé Folclórico da Bahia.
Lembranças
A professora de dança afro do grupo Bankoma, Nadir Nóbrega, trabalhou com ele em algumas montagens e tece elogios sobre o dançarino. “Gostei muito de trabalhar com ele, era muito sensível, expressivo, não tinha achaques. Com o Balé Folclórico, Ninho contribuiu para oferecer um espaço de trabalho aos profissionais da dança”, ressalta. “Ele era uma pessoa criativa, inteligente, divertido, uma figura muito bonita. Foi uma perda muito grande, pois ele ajudou a preservar e divulgar a dança folclórica para toda a Bahia, o Brasil e o mundo”, afirma Aricelma Borges, analista de assuntos culturais da FUNCEB, que lamenta a partida precoce de Ninho, aos 40 anos.
Ligado por laços fraternais, Antônio das Graças revela o envolvimento do dançarino com a religiosidade e a influência dela no seu trabalho. “Além de ser uma pessoa bastante dedicada à dança, era muito ligado ao candomblé, o qual deixou marcas visíveis nas suas coreografias”.
Com a mesma admiração, Nilson Mendes, amigo próximo de Reis, aponta a importância do coreógrafo por ter desmistificado a dança entre os homens. “Antigamente, o homem que dançava era discriminado, considerado homossexual. Quando ele criou o espetáculo ‘Frutos Tropicais’ (composto somente por homens), começaram a surgir mais dançarinos na Bahia”.
O analista técnico da FUNCEB conta que, além de ser um ótimo amigo e de não saber fazer inimigos, Ninho era mais do que um dançarino. ”Ele era um formador de cabeças para dança. Não era apenas um dançarino folclórico, sabia aprimorar a sua dança, utilizando várias técnicas aprendidas ao longo da vida”, destaca Mendes.
SERVIÇO:
Onde: Foyer do Espaço Xisto Bahia – Complexo Cultural Biblioteca dos Barris.
Tel: 71 3117-6155
Quando: Abertura dia 11, às 19h. Visitação de 12/10 a 04/11, seg a dom, das 8h às 22h
Entrada franca
Realização: FUNCEB
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