TCA recebe mais uma edição do Projeto Pixinguinha
O Projeto Pixinguinha desembarca em Salvador nesta quinta e sexta-feira, 18 e 19 de outubro. Neste mês, as atrações são Carmélia Alves, apelidada por Luiz Gonzaga de “Rainha do Baião”, e Maciel Salu, filho de Mestre Salustiano. As apresentações ocorrem no TCA, às 20hs, com ingressos a R$ 5,00 e R$ 2,50.
Eles serão acompanhados pelo Terno de Terreiro, grupo de Maciel Salu formado por Juliano Holanda (voz, baixo, bandolim, viola e guitarra), Rudá Rocha (voz e percussão), Zé Mário Freitas (voz e percussão) e terão como convidados Agostinho Silva (piano e acordeão), Cidinho (bateria) e Zé Luiz (baixo). De Salvador a caravana segue para Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Aracaju e depois volta ao Rio de Janeiro para gravar o DVD do show.
O Projeto Pixinguinha, realizado pela Fundação Nacional de Arte –FUNARTE, é apoiado pela Secretaria de Cultura da Bahia, através da Fundação Cultural do Estado – FUNCEB e do Teatro Castro Alves.
Carmélia Alves
Nomeada por Luiz Gonzaga a Rainha do Baião, a carioca, filha de nordestinos, Carmélia Alves iniciou sua carreira de cantora, nos anos 40, em programas radiofônicos de calouros. Em 1949 gravou Me Leva (H.Cordovil/ Rochinha), seu primeiro baião, estilo musical que ajudou a divulgar. Seu repertório era composto basicamente de sambas e seu estilo parecido com o de Carmem Miranda. Na década de 50 gravou frevos, baiões, sambas, marchas, polcas e chulas. Entre seus sucessos estão Cabeça Inchada (Hervê Cordovil), Trepa no Coqueiro (Ary Kerner), Coração Magoado (Roberto Martins) e Sabiá na Gaiola. Nesta época manteve-se na Continental, na Rádio Nacional e no topo das paradas como a Rainha do Baião.
Reconhecida no Brasil e na América Latina, vendeu milhares de discos, o que obrigou a gravadora Continental de Buenos Aires a abrir outra filial para conter a venda tão grande. Lançou álbuns que fizeram sucesso com músicas de carnaval, o que a levou a excursionar pelo Brasil todo e a viajar pelas três Américas e Europa. Ganhou todos os prêmios importantes da época, que estão expostos em um museu. Foi crooner de boates famosas, como a do hotel Copacabana Palace. Durante a Jovem Guarda, chegou a apresentar-se com o grupo vocal Golden Boys, no programa Silvio Santos na televisão.
Lançou os discos Ritmos do Brasil com Carmélia Alves (1974), Bossa Nova com Carmélia Alves, Carmélia Alves (1976), Ao Vivo no Seis e Meia – Luiz Gonzaga & Carmélia Alves (1977), Carmélia Alves abraça Jackson do Pandeiro e Gordurinha (1999) e Estão Voltando as Flores (2002).
É integrante do grupo Cantoras do Rádio, formado em 1988, com o qual gravou três discos, ao lado das amigas Ellen, Violeta e Carminha. O grupo está apresentando o espetáculo Estão Voltando as Flores. Atualmente comanda um programa na Rádio Nacional, onde começou sua carreira
Maciel Salu
Maciel Salu teve uma infância enriquecida pelos ritmos do maracatu rural, cavalo marinho, ciranda e outros, cultivados em sua família com maestria por seu avô João Salu e seu pai Mestre Salustiano. Tem uma herança poético-musical privilegiada e mescla originalidade com os ensinamentos de seus mestres da cultura popular pernambucana.
Sua trajetória musical começou nos grupos da família Salustiano, os Quentes do Forró, e o Sonho da Rabeca - ao lado do seu pai e dos seus irmãos. Integrou-se em 1997 ao Chão e Chinelo, como vocalista, rabequeiro e um dos compositores da banda. Foi uma experiência de três anos, durante a qual a banda participou de festivais nacionais e internacionais, como o Festival de Nantes na França, em 2000, além da gravação do cd Loa do Boi Meia Noite, em 1999.
A tudo isso somam-se as viagens pelo mundo do som eletrônico. Como integrante da Orquestra Santa Massa, Salu imprime os acordes de sua rabeca, junto com a guitarra e samplers do Dj Dolores. Parceria aplaudida no Free Jazz (Rio e São Paulo), e Abril pro Rock (Recife), além de no European Tour2003, no qual fez shows por nove países europeus.
Em seu primeiro CD solo A Pisada é Assim (2003), Maciel mostra sua criação musical singular, marcada pela presença de fortes percussões, cordas, rabeca e contrabaixo.
Atualmente, segue firme, com seu vôo solo, e acaba de lançar seu segundo CD, Na Luz do Carbureto. Nele reafirma que folguedos como maracatu rural e cavalo marinho são sua fonte de inspiração, mas seu trabalho vai além, aprofundando o diálogo com sonoridades universais, ampliadas nas guitarras e baixos, marcada na voz, na rabeca e nas letras de sua autoria, que seguem tratando do cotidiano poético do artista. Junto com Maciel, o Terno do Terreiro, grupo de músicos que o acompanha, também é autor dos arranjos musicais.
PROJETO PIXINGUINHA 2007 – Caravana de Outubro
Quinta e sexta-feira, 18 e 19 de outubro – 20hs
Teatro Castro Alves
Praça Dois de Julho, s/n – Campo Grande (71 3339-8000)
Capacidade: 1500 lugares - Classificação: Livre
R$ 5,00 e R$ 2,50 (estudantes e idosos)
ASCOM – Fundação
Cultural do Estado da Bahia
Tel. (71) 3103- 4017/ Fax (71) 3103-4016
E-mail: ascom@funceb.ba.gov.br
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