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Espetáculos encerram edição 2007
do Projeto Quarta que Dança

[12.10.2007]


O espetáculo Bom de Quebrar, de Verônica de Moraes, e o trabalho em processo de criação Triscou, Pegou, de Robson Correia, encerram a edição 2007 do Projeto Quarta que Dança, promovido pela Fundação Cultural do Estado da Bahia. As apresentações, seguidas de debate com Duto Santana, mestrando da Pós-Graduação da Escola de Dança da UFBA, acontecem no dia 17 de outubro, às 19h, na Sala do Coro do TCA, com ingressos a R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia).

O Quarta que Dança 2007 teve início em 12 de setembro e chega ao seu fim com nove apresentações (cinco espetáculos e quatro trabalhos em processo de criação) e três debates com os especialistas em Dança: Profas. Dras. Leda Muhana e Jussara Setenta e o mestrando em Dança Duto Santana. Cerca de 600 pessoas já passaram pela Sala do Coro para conferir o projeto. Em setembro, apresentaram-se no projeto o espetáculo Judite quer chorar, mas não consegue!, do dançarino cadeirante Edu O (12/09); O Poste, A Mulher e O Bambu, do grupo Dimenti (19/09); Uma mulher abraça um guerreiro, de Ana Maria Agazzi, Seu João Ninguéns, do grupo Quitanda (26/09). Este mês, passaram pela Sala do Coro o espetáculo (Semi) novissíssimos ainda sem nome, do Grupo CoMteMpus Linguagens do Corpo (10/10) e dois trabalhos em processo de criação: O Azul de Klein, de João Perene Núcleo de Investigação, e Cookie, de Marcio Nonato (3/10). Além das apresentações, os grupos e artistas promoveram seis workshops gratuitos em centros culturais e escolas.

A sensação de quebra nos movimentos de danças populares ajuda a dar os últimos compassos na Sala do Coro do TCA. A responsável por essa nuance coreográfica é a montagem “Bom de Quebrar”, coreografada por Verônica de Moraes, e tem como proposta a apresentação de situações de quebra e de interrupção brusca, provocados por estados corporais de indecisão e de tensão, que permeiam a configuração de todo o espetáculo. No mesmo dia, finalizando a rodada de espetáculos de dança, o processo de criação “Triscou, Pegou”, dirigido por Robson Correia, abre as portas para o imaginário infantil, no qual os espectadores embarcam no colorido e fantástico mundo das tradições das brincadeiras de criança.

Sobre os estados corporais, Verônica de Moraes explica que eles foram pesquisados segundo princípios de movimento que estão presentes em algumas danças populares, dentre elas o Samba de Roda, o Caboclo, a Capoeira Angola e a break dance do Movimento Hip Hop. “Desta forma, as descontinuidades mostradas em cena aludem à natureza mutável dos fenômenos culturais, que ocupam a margem da sociedade, fazendo uso da própria condição transitória como estratégia de adaptação e replicação, assinala Moraes. No palco, ações interrompidas criam imagens situadas em linhas tênues entre o exótico e o grotesco; entre o humor e a violência ou entre o feminino e o andrógino.

Obra em construção
Vinculado a um projeto de pesquisa, sob a orientação da Profª Drª Eloisa Domenici, “Bom de Quebrar” foi apresentado em alguns eventos do gênero, dentre eles Mostra Rumos Cultural Dança (SP); Painéis Performáticos VII e VIII (Escola de Dança-UFBA) e Pública Dança 2006 (Votorantim-SP), em diversos formatos no decorrer de sua investigação. “Em conseqüência – Verônica ressalta - esta criação não possui um formato rígido de uma obra coreografada, mas propostas que envolvem a criação de estados corporais e qualidades de movimento, de acordo com as etapas da pesquisa, que ocorre desde o segundo semestre de 2005”, conclui. A pesquisa para a realização desta montagem foi subsidiada pelo Programa Itaú Cultural Dança 2006/2007 e recentemente contemplada pelo edital da 5ª Bienal SESC de Dança - Santos/SP.

Uma viagem ao mundo infantil
Trazendo o lado lúdico ao palco da Sala do Côro, a montagem Criação “Triscou, pegou” conta a estória de um artista plástico que, depois de sofrer grandes desilusões no seu ofício, deseja reviver o colorido das emoções adormecidas no coração do adulto que um dia foi criança.

Ao dar asas à imaginação e vida aos personagens imaginários que permeiam a fantasia da criança, por meio das cenas trabalhadas com cores e ritmos dos cancioneiros da tradição popular, “Triscou, pegou” explora a riqueza da cultura nordestina, em especial a que reflete o universo da criança.


FICHAS TÉCNICAS

Bom de Quebrar
Criação e Interpretação: Verônica de Moraes
Orientação de Projeto: Eloisa Domenici
Direção técnica e operação de som: Alessandro Luppi
Trilha Sonora: Bnegão, DJ Adriano e 99Posse.
Concepção do Objeto-Capacete: Nildes Sena
Figurinista: Carol Diniz
Projeto e operação de luz: Miliane Lage
Tempo de duração: aproximadamente 25 minutos

Triscou, Pegou
Concepção e direção coreográfica: Robson Correia
Iluminação: Pablo de Paula
Elenco: Ágata Matos, César Nunes, Deko Alves, John Paul, Joeli Ely, Tariana Oliveira e Paulo Alberto
Desenhos: Cláudio Almeida

Serviço
O quê: Quarta que Dança - Bom de Quebrar (espetáculo), Triscou, Pegou (trabalho em processo de criação) e debate com Duto Santana (mestrando em Dança pela UFBA)
Onde: Sala do Coro do TCA. Tel: (71) 3339-8014
Quando: dia 17, às 19h
Quanto: R$ 2,00 e R$ 1,00
Realização: FUNCEB

 
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