o i t u o l i h u t g b
d v
s
           
x
z

Encontro sobre dramaturgia abre debate em rede

 

[13.06.2008]

Encontro Dramaturgia
Foto: Tomaz Neto

A discussão da Produção e Circulação da Dramaturgia na Bahia foi o tema central do Encontro que reuniu na última terça, (10/06), durante todo o dia, no Auditório da Fundação Pedro Calmon, estudiosos, pesquisadores, estudantes e atores.  O evento foi promovido pela Fundação Cultural do Estado da Bahia, através da Diretoria de Teatro, em parceria com a Fundação Pedro Calmon. 

A programação foi composta de mesas-redondas, palestras e grupos de trabalhos. Durante a manhã os temas abordados foram: A Dramaturgia na Bahia e sua Importância Histórica, coordenada por Cleise Mendes; Dramaturgia Contemporânea por Gil Vicente Tavares; Formação de Dramaturgos e a Universidade por Marcos Barbosa e Dramaturgia no Interior Baiano, com Roberto Abreu. No período da tarde, as discussões giraram em torno de novas propostas para a área e prosseguiram com a elaboração de um documento que será divulgado com propósito de auxiliar o desenvolvimento de políticas para o setor.

 

Novas estratégias da dramaturgia

Os trabalhos da manhã tiveram início com a fala da dramaturga Débora Moreira. Conduzindo a abertura do evento, ela chamou o Coordenador de Teatro da FUNCEB, Ney Wendell, que afirmou ser aquele momento “fruto de uma demanda vinda dos Encontros Setoriais da FUNCEB promovidos com a classe artística desde 2005”, reforçando a idéia de que a Fundação vem atuando em diálogo direto com os artistas.  

Cleise Mendes
Foto:
Tomaz Neto

A escritora Cleise Mendes (foto), autora de mais de 37 peças encenadas, falou sobre a Importância Histórica da Dramaturgia na Bahia. Citou o livro O Teatro na Bahia Através da Imprensa no séc. XX, de Aninha Franco, editado em 1994, como  fundamental para se entender a historiografia da dramaturgia baiana. Lembrou que o dramaturgo é, sobretudo, um escritor. “Ele é sempre atraído por um movimento teatral forte. A montagem, a encenação é o que puxa todo o resto”. 

Para Cleise, nossa dramaturgia “começa a se formar lá pelos anos 60, se amplia nos 70, e ganha expansão nos anos 80, quando o teatro na Bahia começa a crescer. De lá para cá, citou nomes inspiradores e pioneiros: Nélson Araújo, Ariovaldo Mattos, Jurema Penna, Guido Guerra, Haydil Linhares, Normalice Souza, Ildázio Tavares. E lembrou a nova geração de autores: Claúdia Barral, Cláudio Simões, Filinto Coelho, Gil Vicente, Cacilda Povoas,entre outros. 

A autora afirmou que hoje se discute se é papel do Estado fomentar um movimento editorial. “Deve-se pensar com muito carinho na publicação de textos teatrais, pois ele se destina a um leitor bastante específico”, concluiu Cleise. 

O dramaturgo Gil Vicente, autor vários textos encenados e do recente Os Javalis, um dos vencedores do edital da FUNCEB de apoio à montagem de teatro no ano passado, propôs uma discussão mais ampla sobre a dramaturgia contemporânea. “Ela é  muito atuante, mas se a gente não discute, as coisas não acontecem. O que sinto falta é do diálogo” pontuou.  

“A Universidade não forma dramaturgos”, afirmou Marcos Barbosa autor da adaptação do texto do espetáculo Policarpo Quaresma, vencedor do edital Núcleo.TCA, também lançado pela Fundação Cultural em 2007, ora em cartaz na Sala do Coro do TCA. O autor citou cursos, eventos e oficinas que se ocupam na formação de alunos e pessoas que desejam se dedicar a esse ofício. 

A Dramaturgia no Interior do Estado foi outro ponto importante. O tema discutido por Roberto Abreu, diretor premiado pelo Braskem com o espetáculo Auto da Gamela, professor da Escola de Teatro da UFBA e mestrando do PPGAC da UFBA, foi apresentado com imagens  trazendo para o público presente,  paradigmas de criação da dramaturgia da Companhia Finos Trapos, desde 2003 na cidade de Vitória da Conquista.  

Com 45 anos dedicados ao teatro e com uma larga experiência na área de dramaturgia, a atriz Haydil Linhares, afirmou que o encontro foi enriquecedor. “Deveria ter muito mais vezes, inclusive com uma discussão final de um texto escolhido e que pudesse ser debatido entre todos os presentes”, disse Haydil que acaba de escrever uma nova peça teatral: O Clássico da Caatinga de Cima, sobre o homem do campo que espera pela Reforma Agrária.

 

Novas propostas

À tarde, aconteceu uma mesa-redonda entre os participantes, para a construção de novas propostas para a área de dramaturgia na Bahia. Entre os itens que constam do documento estão:  

. formação e capacitação para a dramaturgia em parceria com a UFBA;
. inclusão da literatura dramática no ensino formal das escolas da rede pública;
. criação de um banco de textos dramáticos virtuais;
. editais de dramaturgia com formato de apoio ao escritor, para a construção de sua obra;
. construção de uma rede de dramaturgos na Bahia;
. a edição e circulação da dramaturgia através de parcerias com editoras e universidades. 

Encontro Dramaturgia
Foto: Tomaz Neto

De acordo com Ney Wendell, essas propostas seguem sendo discutidas em rede pelos participantes do Encontro e serão posteriormente encaminhadas a direção geral da Fundação Cultural do Estado e Fundação Pedro Calmon. 

Para ele, o evento teve resultado satisfatório dentro dos objetivos traçados pela Diretoria de Teatro. “Foi um momento significativo da dramaturgia na Bahia. Disparou uma discussão integrando esses profissionais e Governo pra articular ações dentro da cadeia produtiva de teatro”, concluiu Ney.

 
Agenda Cultural
a
 
Fundação Cultural do Estado da Bahia - Praça Tomé de Souza, Palácio Rio Branco - Salvador - Bahia - CEP 40.020-010 Tel: (71) 3103-4000

TCA - DIMAS | IRDEB - IPAC - FPC | Secretaria de Cultura | Governo do Estado da Bahia
 
Galeria de Imagens Institucional Espaços Culturais Projetos Editais Agenda Cultural Arquivo de Notícias Contatos Geral Página Inicial Fale com o Webmaster

Home Webmaster